O ex-presidente norte-americano Donald Trump entregou-se na quinta-feira às autoridades do estado da Geórgia, onde é acusado de tentar falsificar os resultados eleitorais de 2020, nesta que é a quarta acusação criminal que enfrenta.
O antigo chefe de Estado dirigiu-se à prisão do condado de Fulton, na cidade norte-americana de Atlanta, para tirar as suas impressões digitais e, possivelmente, uma fotografia para o seu processo judicial, e foi, posteriormente, libertado sob fiança de 200 mil dólares (185 mil euros).
A acusação no condado de Fulton é o quarto processo criminal contra Trump desde março, quando se tornou o primeiro ex-presidente na história dos Estados Unidos a ser acusado.
A rendição de Trump, que ocorre no meio de uma mudança abrupta na sua equipa jurídica, segue-se ao debate presidencial em Milwaukee na noite anterior, com os seus principais rivais à nomeação Republicana de 2024 – uma disputa na qual continua a ser o principal candidato, apesar da acumulação dos problemas jurídicos.
Donald Trump usou a rede social X (antigo Twitter) na quinta-feira, a primeira vez desde 2021, para publicar a histórica fotografia tirada poucas horas antes numa prisão de Atlanta.
O ex-chefe de Estado não publicava uma mensagem naquela que era a sua rede social de eleição, desde janeiro de 2021, quando o Twitter suspendeu a conta do político indefinidamente, alguns dias depois do ataque ao Congresso norte-americano, cometido por apoiantes.
Trump publicou a fotografia e escreveu: “Interferência eleitoral. Nunca se render!”, juntamente com uma ligação para a sua página na internet.
A conta do ex-chefe de Estado foi restabelecida em novembro, logo depois de Elon Musk ter assumido o controlo da empresa.
A mensagem representa o regresso de Trump àquela que foi durante muito tempo a plataforma de comunicação mais importante, usada para dominar os rivais nas primárias de 2016 e comandar o ciclo de notícias durante anos.
Trump, que pretende recandidatar-se à Casa Branca em 2024, tem 86,5 milhões de seguidores, superando os rivais à nomeação nas primárias republicanas.
Esta foi a primeira vez que um ex-Presidente norte-americano tirou uma fotografia em contexto policial, as chamadas ‘mugshot’.
As condições da fiança proíbem-no de intimidar corréus, testemunhas ou vítimas do caso, inclusive nas redes sociais. O Republicano tem um histórico de atacar os procuradores que lideram os casos contra si, incluindo a procuradora distrital responsável por este caso, Fani Willis.
