ANTÓNIO COSTA ENTENDE SAÍDA DE COTRIM FIGUEIREDO DA LIDERANÇA DA INICIATIVA LIBERAL PORQUE O “CONHECE BEM”
“A Direita democrática em Portugal tem um verdadeiro fascínio pelo Chega", explica António Costa que acredita que Cotrim Figueiredo “não se sinta bem” com isso.
Inês Palhares Rosa
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24 de Outubro 2022, 15:51
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João Cotrim Figueiredo anunciou ontem que não se vai voltar a candidatar à liderança da Iniciativa Liberal (IL) por entender que “o partido precisa de uma tónica mais combativa, mais popular e mais abrangente a nível nacional”.

Nesta manhã de segunda-feira, o primeiro-ministro, António Costa, comentou a saída do atual presidente da IL, afirmando que o partido “decidiu passar a competir com o Chega no estilo de truculência e má educação democrática de como intervém no debate público”.

“A Direita democrática em Portugal tem um verdadeiro fascínio pelo Chega”. Os partidos de Direita “têm a mesma voragem de normalizar o Chega, de conviverem com o Chega e de imitarem o Chega”, acrescenta António Costa.

No entanto, António Costa acredita que Cotrim Figueiredo não se identifica com um partido que pratica, como diz o primeiro-ministro, “um estilo de luta livre no meio do lamaçal”. “Conheço-o bem, admito que não se sinta bem”, refere António Costa.

A saída de Cotrim Figueiredo da liderança da IL foi motivo para o primeiro-ministro criticar o que seria um Governo liderado por um partido de direita, recorrendo ao exemplo de Liz Truss, ex-primeira-ministra do Reino Unido.

O que aconteceu no Reino Unido é o que António Costa considera ser uma  “demonstração prática do que seria a Iniciativa Liberal a governar. Como em 44 dias se destruiu dois dos grandes mitos que animam essas iniciativas liberais: o mito do choque fiscal […] e da construção de um sistema de Segurança Social assente na confiança das poupanças das pessoas em fundos privados”.

João Cotrim Figueiredo anunciou ontem que não se vai voltar a candidatar à liderança da Iniciativa Liberal (IL) por entender que “o partido precisa de uma tónica mais combativa, mais popular e mais abrangente a nível nacional”.

Nesta manhã de segunda-feira, o primeiro-ministro, António Costa, comentou a saída do atual presidente da IL, afirmando que o partido “decidiu passar a competir com o Chega no estilo de truculência e má educação democrática de como intervém no debate público”.

“A Direita democrática em Portugal tem um verdadeiro fascínio pelo Chega”. Os partidos de Direita “têm a mesma voragem de normalizar o Chega, de conviverem com o Chega e de imitarem o Chega”, acrescenta António Costa.

No entanto, António Costa acredita que Cotrim Figueiredo não se identifica com um partido que pratica, como diz o primeiro-ministro, “um estilo de luta livre no meio do lamaçal”. “Conheço-o bem, admito que não se sinta bem”, refere António Costa.

A saída de Cotrim Figueiredo da liderança da IL foi motivo para o primeiro-ministro criticar o que seria um Governo liderado por um partido de direita, recorrendo ao exemplo de Liz Truss, ex-primeira-ministra do Reino Unido.

O que aconteceu no Reino Unido é o que António Costa considera ser uma  “demonstração prática do que seria a Iniciativa Liberal a governar. Como em 44 dias se destruiu dois dos grandes mitos que animam essas iniciativas liberais: o mito do choque fiscal […] e da construção de um sistema de Segurança Social assente na confiança das poupanças das pessoas em fundos privados”.

As próximas eleições para eleger o novo líder da Iniciativa Liberal vão realizar-se durante a VII Convenção Nacional marcada para dezembro.

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