Atualmente, um cabaz de bens alimentares essenciais custa 214 euros às famílias portuguesas, mais 30 euros do que custava na véspera do início da guerra na Ucrânia. Só na semana de 12 a 19 de outubro, o cabaz aumentou 3,80 euros.
“Os aumentos têm-se feito sentir em todas as categorias alimentares, e têm sido, sobretudo, a carne e o peixe os que mais têm visto os seus preços subir”. O peixe teve um aumento de 20,55%, o que representa mais 12,89 euros; a carne aumentou 20,11%, mais 6,49 euros relativamente a 23 de fevereiro.
Entre o início do conflito na Ucrânia, que fez disparar os preços, nomeadamente nos combustíveis e na alimentação, e o dia 19 de outubro, estes foram os dez produtos que subiram de preço: a pescada fresca, os brócolos, a couve-coração, o açúcar branco, o leite meio gordo, a laranja, a polpa de tomate, o frango inteiro, o bife de peru e a farinha para bolos.
Respondendo à questão “porque aumentam os preços dos alimentos?”, a DECO afirma que o “problema é histórico: Portugal está altamente dependente dos mercados externos para garantir o abastecimento dos cereais necessários ao consumo interno”.
