José Sócrates, antigo primeiro ministro, assina um novo artigo de opinião no semanário Expresso intitulado “Breve história de dois fracassos e do enorme esforço para os encobrir” onde aponta o dedo a António Costa, atual líder do Governo, e acusa o mesmo de “mesquinhez”.
“Sorrateiramente, sem que nada pareça ter mudado, o novo aeroporto e o TGV regressam à atualidade política”. É desta forma que José Sócrates abre o texto de opinião publicado esta terça-feira no Expresso, onde também abordou o desenvolvimento do novo Aeroporto de Lisboa, recordando que “tudo foi atirado para o lixo e, 14 anos depois, voltámos ao ponto de partida”, mencionou.
“A localização em Alcochete foi decidida em 2008, na sequência de uma avaliação ambiental estratégica e, dois anos depois, em 2010, o projeto tinha tudo para avançar na construção – estudo de impacto ambiental feito, avaliação ambiental aprovada, anteprojeto de construção e parecer positivo de todas as câmaras municipais envolvidas. Tudo isto foi atirado para o lixo. Catorze anos depois voltámos ao ponto de partida”.
No mesmo texto, o político mencionou que o TGV “foi primeiramente cancelado em 2011 pelo governo da direita e três anos depois o Ministério Público tentou criminalizá-lo com acusações desonestas, absurdas e politicamente motivadas”, mencionando que “o atual governo, fiel à sua linha de frio calculismo, fez tudo o que podia para fingir que o projeto, agora apresentado como prioritário, nada tinha a ver com o anterior projeto do anterior governo socialista”. “Nada no discurso do chefe do Governo tem a ver com estratégia, mas com mesquinhez”, concluiu.
