NÃO HOUVE MAIS APOIOS PORQUE… A UE NÃO DEIXOU
António Costa revelou que os apoios cedidos às empresas estão no limite definido pela União Europeia.
Maria João Silva
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16 de Setembro 2022, 18:07
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O primeiro-ministro António Costa, quando questionado sobre o impacte dos apoios cedidos pelo Executivo português às empresas, admitiu que as medidas não são suficientes, mas que as mesmas estão dentro do “limite legal fixado pela Comissão Europeia e, portanto, a restrição não foi financeira, não foi política. É a restrição legal que vigora em toda a Europa para as medidas de auxílio de Estado”, referiu.

O governante explicou ainda que o limite do financiamento às empresas passou de 400 para 500 mil euros, podendo ir até aos dois mil milhões de euros, nas situações excecionais de crescimento “muitíssimo significativo” do valor, ou cinco mil milhões, nas situações “excecionalíssimas”, que alguns setores industriais estão a enfrentar.

De acordo com o líder do Executivo português o ciclo inflacionista vai ser superior às previsões iniciais das organizações internacionais, sustentado que é necessário procurar ir ao limite das capacidades no apoio às empresas e famílias para responder a este fenómeno. “A pandemia do covid foi fortemente perturbadora, mas este ano é muito claro que não só vamos convergir como de acordo com as previsões da Comissão Europeia seremos mesmo o país de toda a União que terá o crescimento mais forte”, afirmou, acrescentando que a Europa vive “uma situação muito difícil para as empresas, para quem trabalha nas empresas e onde temos de fazer um esforço conjunto para manter a atividade, conseguir manter a economia em funcionamento, continuar a encontrar clientes que comprem os produtos e manter a capacidade de produção”, concluiu.

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