PREPARE-SE! GASÓLEO PODE FALTAR NO INVERNO
Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas alertou para a - possível - falta do combustível.
Maria João Silva
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16 de Setembro 2022, 14:00
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A União Europeia tem vindo a adotar inúmeras medidas para colmatar a dependência energética da Europa perante a Rússia, país que era a principal produtor do gasóleo consumido em toda a Europa e que agora está a causar uma subida abrupta dos preços deste combustível com a Guerra na Ucrânia.

Segundo o Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, António Comprido, no Inverno poderá haver falhas na entrega de gasóleo na Europa. Em entrevista à TSF, a fonte explicou que: “uma análise da Agência Internacional de Energia que diz que vamos ter problemas de falta de gasóleo. De facto, muita gente se questiona porque é que o gasóleo está mais caro do que a gasolina, mas a explicação é simples: a Europa dependia muito da Rússia em termos de gasóleo. Se houver restrições adicionais, como parece que vai haver, não podemos esquecer que antes da guerra a Rússia era responsável por mais de 40% do gasóleo consumido na Europa. Portanto, se queremos passar a zero, isso significa uns milhões de barris por dia que têm de se ir buscar a outros mercados e pode não estar disponível”, acrescentando que com o processo, “as cadeias de abastecimento se vão tornar mais longas, eventualmente mais caras, com mais intervenientes no processo e, portanto, a tendência será para uma pressão nos preços, principalmente do gasóleo”, esclareceu.

António Comprido mencionou que é preferível avançar com uma cooperação da sociedade do que com o racionamento do gasóleo. “”Sei que já há empresas pela Europa fora a rever os seus horários de funcionamento, no sentido de fugirem das horas de ponta. Se calhar, em vez de dizermos que temos de cortar 20% ou 30% das horas de ponta, temos de pensar como é que podemos adaptar-nos às novas circunstâncias e evitar chegar ao racionamento. Se as medidas voluntárias e de adaptação da sociedade não forem suficientes, é provável que o poder político tenha de chegar à fase do racionamento. Gostaria que isso não acontecesse, mas nada nos garante que não possa vir a acontecer”, concluiu.

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