SALÁRIOS VÃO SUBIR EM 2023 MAS...
Empresas portuguesas estimam aumentar salários, mas não o suficiente para igualar a inflação, revela estudo.
Maria João Silva
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15 de Setembro 2022, 09:00
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A Mercer, entidade responsável pela realização do estudo “Total Compensation 2022” revelou que o aumentou salarial previsto pelas empresas não supera a taxa de inflação registada este ano civil.

No mercado português, a entidade analisou 160.076 postos de trabalho de 527 empresas estabelecidas no mercado português, sendo que a amostra é constituída maioritariamente por empresas multinacionais (56%) com sede  localizada nos Estados Unidos, em 15% dos casos, e na Alemanha, em 9%.

De acordo com a Mercer, a inflação tem dado mais insegurança às empresas, uma vez que se regista “maior incerteza face à contratação de novo talento/aumento de ‘headcount’, mais dificuldade em reter talento e salários, em geral, mais elevados são alguns dos reflexos deste enquadramento”, lê-se no comunicado relativo ao estudo.

A mesma fonte revelou ainda que “a revisão média para os incrementos salariais para 2023 ronda os 2,8%, o que se traduz numa ligeira subida de 0,5% face ao perspetivado em 2021 para 2022 (2,3%)”, e que “apesar de se observar um aumento, este é insuficiente para acompanhar a escalada da inflação, podendo traduzir-se numa perda de poder de compra para os colaboradores”, explicou Tiago Borges, ‘career business leader’ da Mercer Portugal.

Já no que respeita à contratação, o estudo apresenta “um cenário onde cerca de 43% das empresas assumiram aumentar o seu número de colaboradores ainda este ano, mas apenas 31% assumem, para já, manter esse crescimento para 2023”, sendo que mais de metade (53%) das empresas “assumem ter dificuldade em reter profissionais, os salários em geral aumentaram face ao ano anterior e a situação macroeconómica parece não transmitir às organizações confiança para planear e assumir o crescimento a médio prazo”, pode ler-se na nota.

De acordo com o Total Compensation 2022″ Os principais benefícios que as empresas oferecem aos trabalhadores são: plano médico (90% das organizações), das quais 70% abrange a cobertura do plano ao cônjuge e filhos dos colaboradores; política automóvel (88%); seguro de vida (70%); descontos em produtos da empresa (59%); cobertura de despesas associadas à educação (57%); e dias de férias adicionais aos previstos por lei (54%).

No comunicado associado à divulgação do estudo, a Mercer explica que a amostra do estudo é representativa dos principais setores de atividade do tecido económico nacional, sendo que 67% desta inclui empresas dos setores de serviços generalistas, indústrias de produção, indústria farmacêutica, grande distribuição e retalho, bens de consumo, tecnologias de informação.

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