ELETRICIDADE: SUBIDA DO PREÇO DA LUZ “É UMA IMPOSSIBILIDADE”
A EDP Comercial revelou que não prevê qualquer alteração no preço da luz até ao final do ano.
Maria João Silva
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1 de Agosto 2022, 08:52
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Em declarações à Agência Lusa, após as declarações do presidente da Endesa ter previsto um aumento de 40% nos preços da eletricidade já nas faturas de junho, fonte da EDP revelou não estarem definidas quaisquer alterações até ao final de 2022.

Segundo a mesma fonte, “a atualização do preço da eletricidade da EDP Comercial para os clientes residenciais já entrou em vigor a 01 de julho e representou uma descida média de 2,9%”, acrescentando que “a EDP Comercial não prevê fazer mais alterações até ao final do ano no preço da eletricidade, salvo se houver situações excecionais no decorrer dos próximos meses. Nessa altura, as tarifas serão atualizadas pela empresa face às condições de mercado”.

Já segundo o presidente da Endesa “a partir do final de agosto, mas já nas faturas do consumo elétrico de julho, as pessoas vão ter uma desagradável surpresa. […] Estamos a falar de qualquer coisa na ordem dos 40% ou mais, relativamente àquilo que as pessoas pagavam” devido ao pagamento do “travão do gás”, disse em entrevista ao jornal de Negócios.

O Executivo liderado por António Costa já reagiu às declarações da Endesa e classificou-as como “alarmistas”, sendo também mencionado por João Galamba, secretário de Estado da Energia, que uma subida de 40% na fatura da energia através do mecanismo ibérico é impossível.

O Ministério do Ambiente indicou, em comunicado, que não vê “qualquer justificação” neste aumento e referiu que “os consumidores poderão sempre procurar melhores preços”, ou aderir à tarifa regulada, que “foi reduzida em 2,6% no segundo semestre deste ano”, voltando a referir que a subida de preços “não faz qualquer sentido, é uma impossibilidade”.

“Importa também dizer que o mercado de comercialização de eletricidade é altamente competitivo, com muitas ofertas. Não é possível dizer qual a subida ou descida dos preços, depende da oferta comercial de qualquer empresa. Há muitas. A única coisa que podemos dizer é que seja qual for a oferta, seria pior sem o mecanismo”, concluiu.

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