TAPETE DE ARRAIOLOS CONSIDERADO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL
A técnica centenária de confeção do tapete de Arraiolos receberá, agora, proteção legal. O próximo passo, é candidatar-se a Património Cultural e Imaterial da UNESCO.
Redação
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23 de Setembro 2021, 15:39
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A Direção-Geral do Património Cultural inscreveu o processo de confeção do tapete de Arraiolos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI) para determinar a sua proteção legal enquanto “reflexo da identidade da comunidade em que esta tradição se originou e se pratica”, pode ler-se no comunicado de divulgação da inscrição.

Rita Jerónimo salientou, no mesmo anúncio: “a produção e reprodução que caracterizam esta manifestação do património cultural na atualidade traduz-se em práticas transmitidas intergeracionalmente no âmbito da comunidade de artesãs e artesãos do tapete de Arraiolos, com recurso privilegiado à oralidade e à observação e participação direta”.

A Câmara de Arraiolos, que aguardava há vários anos pela certificação dos tradicionais tapetes “congratula-se” com o reconhecimento deste património “que contribui para a valorização do Tapete de Arraiolos e das bordadeiras, que permitiram manter a tradição e projetá-la para o futuro”, disse em comunicado.

O Município pretende agora candidatar o tapete de Arraiolos a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

A confeção em Arraiolos data aos finais do século XVI, e, apesar de no início do século XX se ter espalhado por todo o território nacional, ficou no concelho de Arraiolos o epicentro da manifestação desta arte artesã.

Atualmente, o processo de confeção do tapete de Arraiolos começa pela conceção do desenho, passando ao corte e marcação das telas, as diferentes fases do bordado (por vezes utilizando exclusivamente o ponto de Arraiolos, em outras ocasiões combina a técnica de bordado em ponto pé-de-flor na armação do desenho) e, finalmente, a confeção da franja.

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