José Manuel Bolieiro, presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores, reiterou uma “política estratégica” para a conservação da biodiversidade marinha, prevendo também compensações direcionadas para os pescadores devido às “eventuais perdas de rendimento”.
“Teremos uma política estratégica de preservação e conservação [ambiental] e de compensação às eventuais perdas de rendimento a curto prazo, porque a nossa expectativa é que esse percurso é um percurso de valorização da nossa biodiversidade”, mencionou em declarações aos jornalistas após uma visita à lota de Ponta Delgada.
Além disso, o governante destacou querer promover um “desenvolvimento sustentável” da economia azul, assente “não na quantidade”, mas na “qualidade e na excelência” e no “aumento do valor acrescentando”, processo que vai permitir obter um “rendimento justo” das pescas e alcançar o “objetivo de preservação e conservação” da biodiversidade.
Neste sentido, Bolieiro destacou os sistemas informáticos utilizados pela empresa pública Lotaçor, que considerou um “exemplo internacional” na utilização da tecnologia para a gestão das lotas. De facto, Catarina de Lacerda Martins, presidente da Lotaçor, afirma que o sistema eletrónico de venda de pescado é de “grande desenvolvimento” uma vez que permite que qualquer comprador consiga adquirir pescado de Ponta Delgada remotamente, através do leilão online.
“Já temos as vendas remotas ‘online’. Pretendemos estender a outras lotas, para além da de Ponta Delgada. Temos um projeto em curso que é o leilão a bordo, que permitirá que os mestres das embarcações possam fazer contratos antes de chegarem a terra”, afirmou.
O leilão online está apenas disponível em Ponta Delgada e representa 2% das vendas daquela lota que, atualmente, transaciona cerca de 1200 caixas de pescado por dia.
