AÇORES DESTACAM-SE NOS FUNDOS EUROPEUS
Na sétima conferência do EuroRegiãoTalks, Sofia Terlica, explicou o impacte dos Fundos Europeus a nível nacional e nos Açores.
Maria João Silva
Texto
20 de Junho 2022, 20:21
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Na sétima conferência do EuroRegião Talks, que decorre hoje em Santa Cruz da Graciosa , Sofia Terlica, economista e uma das investigadores do estudo “Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI) – Avaliação de Impacto nas diferentes regiões em Portugal”, revelou que cada município português recebe, em média, 10,2 milhões de euros provenientes dos Fundos de Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI).

A nível nacional, segundo a mesma fonte, cada euro pago pelos Fundos Europeus representam um crescimento do Valor Acrescentado bruto em 90 cêntimos no mesmo ano, e após um ano, 1,6 euros após 2 anos e 2,4 euros no terceiro ano, o que mostra, de acordo com o autor, o impacto a longo prazo dos Fundos Europeus.

No caso específico da Região Autónoma dos Açores, existe um claro destaque em relação às restantes regiões, isto porque registou uma taxa de crescimento média observada da qual mais de 50% resulta dos Fundos Europeus, processo que não se verifica na Área Metropolitana de Lisboa ou o Algarve.

Estes apoios refletem-se no aumento do Valor Acrescentado Bruto, reforçado pelo aumento da criação de empresas, exportações, salários médios e de emprego. Em média, os municípios crescem 3,4% anualmente mas, em algumas autarquias verifica-se um crescimento de 25% devido aos Fundos Europeus. Nas NUTS II, 51% do crescimento dos Açores foi a que mais beneficiou com os Fundos Europeus, seguindo-se a Madeira (32%), Alentejo (28%), Centro (26%), Norte (23%), Lisboa e Algarve 3 e 4%. Assim, os municípios menos desenvolvidos são os que mais recebem apoio financeiro europeu, permitindo assim que eles se aproximem dos concelhos mais desenvolvidos.

De acordo com Sofia Terlica, se Portugal não tivesse recebido o apoio dos Fundos Europeus, seria impossível garantir a convergência entre as regiões nacionais e o desenvolvimento das regiões com PIB mais baixo, provocando assim o agravamento das assimetrias entre regiões e impossibilitando a aproximação dos dados nacionais à média europeia.

Pode acompanhar a sétima conferência do EuroRegião Talks no canal Youtube do EuroRegião.

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