PORTUGAL QUER DUPLICAR PRODUÇÃO DE CEREAIS
Ontem (05/03), a ministra da Agricultura revelou que Portugal quer duplicar a produção nacional de cereais que, até agora, representa apenas 18% dos cereais consumidos.
Maria João Silva
Texto
6 de Junho 2022, 15:00
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Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura, afirmou que o Governo liderado por António Costa desenvolveu uma estratégia para duplicar a produção nacional de cereais que os portugueses consomem, acreditando que não haverá escassez do produto no país.

“Portugal produz atualmente 18% dos cereais que consome. Há uma estratégia para aumentar até 38%. Portugal não tem condições naturais, de solo e de clima, para poder ser competitivo com outras geografias, nomeadamente até ao nível da Europa”, explicou Maria do Céu Antunes, acrescentando que a medida tem como objetivo “aumentar a autonomia estratégica”, “através de um conjunto de investimentos” para assim “estimular os agricultores a fazer, seja do ponto de vista da inovação, do desenvolvimento tecnológico, para melhorar a qualidade dos solos, que são pobres, seja para a disponibilização de água”.

Assim, para cumprir esta meta, o Governo irá ainda disponibilizar um apoio financeiro “para que estes produtores possam fazer esta opção quando tiverem que fazer as suas sementeiras”.

Além disso, de acordo com a governante, foram encontrados mercados alternativos à Ucrânia para a importação de cereais, nomeadamente América do Norte, América do Sul e África do Sul: “neste momento, estão garantidas as condições para não haver falhas nos nossos ‘stocks’ e no abastecimento de cereais em Portugal”, mas refere que o investimento na produção nacional vai permitir “equilibrar um desequilíbrio que é estrutural da balança comercial”.

Segundo Maria do Céu Antunes, a partir de janeiro de 2023, haverá um “novo pacote financeiro com regras novas para estimular precisamente a agricultura e a transformação em Portugal”.

“O que queremos verdadeiramente é, não só promover o rejuvenescimento do setor, mas ajudar os nossos agricultores a fazerem uma transição agroambiental, ou seja, utilizar a tecnologia e o conhecimento para produzir mais, usando menos recursos e com isso ganharem também competitividade”, concluiu.

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