José Pacheco, deputado do Chega, criticou o facto da proposta lançada pelo partido, que previa a criação de um incentivo à natalidade até 1.500 euros, tenha ficado “na gaveta”, lamentando a falta de avanços do Governo da Região Autónoma dos Açores.
Vale a pena relembrar que no início da legislatura, a coligação PSD/CDS-PP/PPM assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e com o deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega), ao passo que o PSD fez o mesmo com a Iniciativa Liberal (IL).
“Defendemos, no Orçamento, um apoio até 1.500 euros para quem não recebe qualquer benesse social. Repare-se que não tivemos o intuito de retirar qualquer apoio aos beneficiários de rendimentos sociais. Antes queremos apoiar quem nada recebe”, explicou o deputado do Chega.
Nuno Barata, deputado da IL, destacou que “houve tempo e dinheiro para uma série de medidas do Governo para combater a desertificação”, mas “nem uma nesga de dedicação para resolver as reivindicações de um parceiro de coligação”.
Em resposta, Artur Lima vice-presidente do Governo dos Açores afirmou que o Governo açoriano tem cumprido as medidas propostas pelos seus parceiros. “Uma das medidas já tomadas por este Governo foi a descida de impostos, estrutural para fixar gente nos Açores”, referiu, destacando ainda as poupanças das famílias açorianas com as creches, devido às medidas do executivo para isentar de pagamento as crianças até ao 13.º escalão.
Já Vasco Cordeiro, ex-presidente do Governo Regional e deputado do PS, considera “tão ou mais importante como a medida que o Chegaenunciou é a disponibilidade de serviços e políticas públicas que atraiam residentes aos vários territórios; são as acessibilidades que podem fazer com que viver nesses territórios possa não se traduzir num encargo acrescido; é o desenvolvimento económico, a garantia de um bom emprego, e qualificado”, sustentou.
