FUNDOS EUROPEUS GERAM PREOCUPAÇÃO NO ALENTEJO
PCP revelou estar preocupado com a situação do Programa Operacional 2020 e teme que a região perca o apoio financeiro europeu.
Maria João Silva
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3 de Junho 2022, 15:00
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A Comissão de Desenvolvimento Regional do Alentejo (CDRA) do PCP, demonstrou, através de uma comunicado enviado à Lusa, estar preocupada com os “atrasos verificados na execução” do programa Alentejo 2020.

Segundo a entidade, “à data de 31 de dezembro de 2021, ainda que com uma taxa de compromisso de 119%”, a execução deste Programa Operacional (PO) “situava-se nos 60%”, sendo “o segundo valor mais baixo dos PO regionais”, acrescentando que esta é “situação crítica”.

Para colmatar a situação, o PCP exige a implementação de “mecanismos com vista a assegurar uma taxa de execução do Alentejo 2020 mais elevada” do que aquela que “as entidades oficiais perspetivam que venha ser atingida no final de 2022”, acrescentando ser necessário “assegurar um processo de transição entre o Alentejo 2020 e o PO Regional 2030, que garanta a não perda de fundos por parte da região”, sublinhou.

No que diz respeito a Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), os comunistas referem que , entre “os valores comprometidos e executados” os valores atribuídos ao Alentejo, de “183,6 milhões de euros”, correspondem a “1,1% do valor global nacional, o que é manifestamente baixo”, sendo por isso impreterível a adoção de “medidas efetivas para a execução física dos fundos comprometidos no PRR para a região” e “distribuição regional e intermunicipal equilibrada e adequada”.

Em maio deste ano, em declarações à Lusa, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, António Ceia da Silva, apontou que o Alentejo 2020 deverá atingir uma taxa de execução de 80%, no final deste ano, e fechar sem devolver verbas, em 2023. “O Alentejo nunca devolveu um euro” de fundos europeus e “não é desta que vai devolver um cêntimo, de certeza absoluta”, afirmou.

“Executámos mais de 20 pontos percentuais em relação a todo o espetro do quadro comunitário. Foi o ano com maior execução”, destacou, na altura, o presidente da CCDR do Alentejo.

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