Jorge Pais, Presidente da NERPOR, uma empresa dedicada à criação de núcleos empresariais regionais, e um dos especialistas presentes na terceira conferência do EuroRegião Talks, referiu que, em Portalegre “existe uma percentagem acentuada de microempresas”, existindo, na região “uma carência de pequenas e médias empresas” que seriam essenciais para o desenvolvimento económico da região.
Segundo o especialista, o tecido empresarial do Alentejo, e em específico de Portalegre, reflete também o desenvolvimento da população e da região às quais a NERPOR tenta apoiar através de cooperações transfronteiriças entre as regionais e espanholas.
Já João Duarte, CEO da YoungNetworkGroup, considera que é “necessário continuar a ter ambição” para desenvolver a região, mesmo havendo os projetos de desenvolvimento da região que interferem nos valores da economia regional.
O advogado Pedro Botelho Gomes, por sua vez, refere que as Pequenas e Médias Empresas (PME) recebem apenas 25% dos Fundos Europeus que, no geral, não conseguem lidar com os processos referentes às candidaturas aos apoios financeiros cedidos pelas entidades europeus. Além disso, o advogado explicou que o processo de candidatura “não é fácil de entender”, sendo que, na visão do especialista é necessário acompanhar as empresas no processo de acesso aos Fundos Europeus, facilitando assim o trabalho dos agentes económicos e até do próprio Governo.
Em resposta, Jorge Pais, afirma que de facto existe uma “enorme fragilidade” das empresas nacionais e locais, sendo cada vez mais “necessário criar um ambiente favorável às empresas” e valorizar o papel dos empresários do Alentejo e do Interior que têm que ultrapassar outros obstáculos que não são sentidos na região do Litoral.
Relativamente aos Fundos, Pedro Botelho Gomes voltou a realçar que Portugal só convergiu com a Europa devido aos Fundos Europeus, sendo, na perspetiva do advogado melhorar a gestão destes apoios financeiros através, nomeadamente da descentralização que deve ser acompanhada com o desenvolvimento da população, um dos principais problemas nacionais, e o desenvolvimento das indústrias e da tecnologia que não se estão a fixar em Portugal.
Já o Presidente da NERPOR defende que muitos destes problemas seriam resolvidos com a mudança da representatividade parlamentar para assim se dar mais voz às necessidades das populações do Alentejo.
