GUARDA VÊ INVESTIMENTO NO INTERIOR COMO PRIORIDADE
O presidente da Câmara da Guarda afirma que a região “quer ser uma das cidades médias dos territórios de baixa densidade com maior aposta na competitividade”.
Maria João Silva
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17 de Maio 2022, 16:00
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Sérgio Costa, da Câmara Municipal da Guarda, referiu que o investimento no interior deve ser “uma prioridade” e que “os territórios de baixa densidade têm de começar a ser considerados como uma folha em branco, em que podemos ‘desenhar’ sem cometer alguns erros do passado, que contribuíram para a falta de coesão do nosso país. Para isso, temos a ‘caneta’ dos fundos europeus até 2030”, afirmou o edil.

Durante a intervenção na sessão de abertura de um almoço debate sobre “Portugal de Amanhã – Uma visão estratégica para a próxima década”, realizado pela Associação Empresarial NERGA numa unidade hoteleira da Guarda, o autarca defendeu que “esta derradeira oportunidade permite ao centralismo de Lisboa novas oportunidades para desenvolver Portugal como um todo. Investir no interior deve ser encarado como uma prioridade. Um território de oportunidades como já o foi na altura da reconquista cristã”, referiu em declarações citadas pelo jornal Beira.

De acordo com o presidente da Câmara, Guarda “quer ser uma das cidades médias dos territórios de baixa densidade com maior aposta na competitividade, potenciando a exploração sustentável dos seus recursos endógenos e o desenvolvimento rural”, referindo que é nestas situações que o Plano de Recuperação e Resiliência tem “o seu papel primordial”.

“É nosso objetivo tornar a Guarda num verdadeiro ‘hub’ do interior, um ‘hub’ tecnológico e de empreendedorismo do interior de Portugal, alicerçado na Transição Digital. Um ‘hub’ que será a verdadeira Agência de Desenvolvimento deste território”, declarou.

Já Orlando Faísca, presidente da associação NERGA, relembrou que o interior do país tem falta de emprego qualificado e de mão-de-obra, sendo por isso necessário, na sua visão, apoiar o tecido empresarial para “acelerar o crescimento económico”.

Na perspetiva da fonte, o Plano de Recuperação e Resiliência e o quadro comunitário 2030 podem ter, na sua opinião, uma “discriminação altamente positiva”, sendo também necessário criar uma discriminação fiscal e majoração das candidaturas a fundos comunitários para tonar a região mais competitiva.

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