A Finerge foi fundada há mais de 20 anos, venceu o leilão para a instalação de parques solares flutuantes em duas barragens no território do Parque Nacional Peneda-Gerês. A empresa, que se dedica à produção de energia sustentável, vai implementar a tecnologia de produção de energia nas albufeiras de Salamonde, em Vieira do Minho, e Paradela, em Montalegre.
Segundo a entidade, que se apresenta como “o segundo maior produtor de energia renovável em Portugal”, Portugal e Espanha podem fazer parte da solução europeia para colmatar o aumento do preço da energia através de fontes de energia renovável. De acordo com Pedro Norton, CEO da empresa, Portugal apresenta condições “únicas” para produzir energias solar e eólica, levando que se tornasse num exportador de energia renovável em grande escala, mas revelou, durante a sua intervenção numa conferência do Jornal de Negócios, que existem “limitações das interligações elétricas, nomeadamente entre Espanha e França, que na prática limitam e transformam, em termos energéticos, Portugal e Espanha numa ilha ibérica”.
Durante a conferência, a mesma fonte explicou que os projetos de produção de energia de Vieira do Minho e Montalegre serão híbridos, aproveitando a luz do sol e o vento para produção de energia. “Estaremos prontos, temos tempo agora para preparar tudo e estaremos prontos para começar a injetar assim que tenhamos o ponto de injeção aberto”, disse, sem revelar os valores da aquisição.
Segundo o ministério do Ambiente e da Ação Climática, o Governo leiloou a exploração de 263 megawatts (MW) de energia solar em sete barragens do país, tendo adjudicado um total de 183 MW. Atualmente, a Finerge opera em 8 centrais eólicas e 17 parques solares, em mais de 46 concelhos em Portugal e 3 provincias em Espanha.
