Sérgio Costa, presidente da Câmara Municipal da Guarda, vê a reabertura da Linha da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã, que esteve encerrada entre 2009 e 2021, como algo “francamente positivo”, uma vez que a autarquia pretende apostar no turismo ferroviário.
Segundo o edil, a infraestrutura é “é muito importante para o concelho da Guarda”, uma vez que a cidade, pela sua localização geoestratégica, cruza as linhas da Beira Alta e da Beira Baixa com a ligação internacional para a Europa.
“A Guarda tem que aproveitar esta sua localização geoestratégica, para que possa, cada vez mais, catapultar a visitação das pessoas, dos turistas, através das vias férreas. E isso é fundamental. E é nessa matéria que nós estamos a trabalhar também, para arranjarmos uma forma de podermos captar mais turistas para o nosso concelho através do turismo ferroviário, que é um turismo que existe e que deve ser potencializado”, referiu o autarca à agência Lusa.
Ainda no âmbito das infraestruturas, o presidente da Câmara lembrou que Linha da Beira Alta está temporariamente encerrada ao tráfego ferroviário para obras de reabilitação, pelo que toda a circulação é feita pela ligação da Beira Baixa, processo que destaca a importância da via “quer sob o ponto de vista turístico, quer sob o ponto de vista das mercadorias, mas também ao nível dos passageiros”, afirmou.
A Linha da Beira Baixa, entre a Guarda e Covilhã, estava fechada desde 2009 e a sua reabilitação exigiu um investimento de cerca de 77 milhões de euros. A empreitada incluiu a renovação integral de 36 dos 46 quilómetros do troço, a reabilitação de seis pontes centenárias, a remodelação de estações e apeadeiros, drenagem e estabilização de taludes e a iluminação e automatização e supressão de passagens de nível.
