JOVENS: GRAVIDEZ PREOCUPA, DOENÇAS NÃO
Um estudo revelou que a gravidez indesejada preocupa mais os jovens do que as doenças sexualmente transmissíveis.
Maria João Silva
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28 de Abril 2022, 16:00
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O estudo “Jovens e Educação Sexual: Conhecimentos, Fontes, Recursos”, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, revelou que 55% dos adolescentes que se encontra numa relação sexualmente ativa admite não recorrer sempre ao uso do preservativo. 

No período homólogo, 88,4% afirma ter utilizado o preservativo na primeira relação sexual, de forma a evitar uma gravidez, valor abaixo dos 97% registados em 2008. No mesmo estudo é ainda revelado que 59% dos estudantes usam a pílula para prevenir a gravidez e 24% optam por interromper o coito, havendo por isso, uma  maior preocupação em evitar uma gravidez quando comparada com a preocupação centrada nas doenças sexualmente transmissíveis. 

De acordo com o mesmo documento, a maioria dos jovens não pede ajuda, nem esclarecem as suas dúvidas sobre o tema, sendo que, os que o fazem (61,9% dos rapazes e 41,2% das raparigas) recorrem a amigos ou familiares. 

No mesmo estudo é ainda referido que 27% dos jovens admite ter um “conhecimento mau” relativamente aos contracetivos e às DST, sendo que as raparigas revelam ser mais informadas sobre as questões da sexualidade, com cerca de 31% das jovens a terem um “conhecimento muito bom”, contra 17,5% dos rapazes. 

O documento revela também que a gravidez é uma das principais dúvidas entre os jovens, cuja média de idades se situa nos 16 anos, variável que explica que o aumento do uso da pílula na primeira relação sexual, com mais de 26% das raparigas a admitirem o seu uso e a prática do coito interrompido. 

No entanto, o preservativo continua, entre os jovens 2319 jovens inquiridos, a ser o contracetivo mais usado na primeira relação sexual com um parceiro, com mais de 92% raparigas contra 88,4% dos rapazes. 

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