Na comemoração do 18º aniversário da vila de Rabo de Peixe, nos Açores, Jaime Vieira, presidente da Junta de Freguesia, realçou que Rabo de Peixe “é uma vila enorme dentro do contexto regional, uma vila com a população de ilhas e, como tal, o investimento nesta terra tem que ser proporcional ao tamanho e aos desafios da mesma”, acrescentando que “a vila de Rabo de Peixe representa 33% da população da Ribeira Grande e somos a única vila deste concelho”.
Segundo a mesma fonte, está em curso a realização de um plano estratégico para Rabo de Peixe tendo em vista as necessidades da região em áreas como a habitação, turismo, economia, ação social e questões urbanísticas. No documento consta a “construção de uma via alternativa à rua do Rosário, que se encontra em fase de projeto, bem como o início da segunda fase das obras no novo campo do Bom Jesus”, referiu Jaime Vieira.
Além disso, o presidente da Junta de Freguesia referiu também que a construção de uma ciclovia ao longo da avenida D. Paulo José Tavares, a requalificação da praia de Santana e da zona costeira, a construção de um campo de padel, um parque infantil na rua de Toronto ou a construção de um novo complexo habitacional nas Quintas do Mar são outras prioridades para a região.
Ao nível da habitação, o governante pretende garantir condições para que os jovens casais possam ter habitação própria é um desígnio de Jaime Vieira que vê no arrendamento com opção de compra uma alternativa viável. “A falta de habitação disponível para os jovens é um grande problema. Hoje, mais de 150 casais inscritos na junta de freguesia estão sem habitação própria e não conseguem ter respostas, uma vez que os seus rendimentos não permitem contrair empréstimo”, referiu em declarações citadas pelo Diário da Lagoa.
No que diz respeito à gestão local, Jaime Vieira afirma que “a junta de freguesia de Rabo de Peixe, bem como a maioria das juntas de freguesia dos Açores, está a enfrentar um desafio enorme que poderá colocar em causa o normal funcionamento das mesmas como as conhecemos”, uma vez que as “juntas de freguesia não possuem quadro de pessoal, ou as quem têm, apenas possuem nos quadros um ou dois funcionários. Assim, é importante que se criem alternativas aos programas ocupacionais para dotar as juntas de freguesia de alguma capacidade para realizarem as tarefas diárias e o apoio diário às suas populações, uma vez que somos a primeira porta a que a população bate e muitas vezes somos os únicos que acodem aos seus problemas”.
Na visão do governante, é “imperativo criar respostas, quer pelo governo regional, quer pelas câmaras municipais, para dotar as juntas de freguesia de mais pessoal para desempenho das funções necessárias”, nomeadamente através “de uma verba específica para este fim, ou a transferência de pessoal destas mesmas entidades para as juntas”, concluiu.
Fotografia: JCNazza
