António Cunha, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), vê a cultura como uma prioridade para o Programa Operacional Norte 2030. Durante a conferência “Financiamentos para a Cultura 2030”, onde marcaram presença 50 entidades do setor da região Norte, o presidente da CCDR-Norte referiu que é necessário apresentar a cultura como um “pilar diferenciador de um território”, afirmou.
“Na nossa estratégia regional Norte 2030, a cultura está entre os bens essenciais de interesse geral, ao lado da educação e da saúde. Isto é novo na nossa estratégia”, referiu, acrescentando que, no último quadro comunitário, a cultura esteve “praticamente ausente” e foi “sempre vista como subsidiária”.
Assim, para o novo período do Programa Operacional, António Cunha exige um apoio “justo” para a cultura, apesar de qual verba ficar sempre aquém das necessidades do setor, apelando assim à cooperação entre entidades e fontes de financiamento e apoio, não esquecendo também a importância da independência no que diz respeito à gestão de verbas. “Tão importante como os recursos financeiros, é a autonomia que viermos a ter para os gerir”, referiu.
Para atingir este objetivo, a CCDRN pretende criar um observatório de criação de informação e conhecimento para o setor, capacitar agentes e contratar profissionais qualificados, nomeadamente entidades gestoras dos fundos. Além disso, na reunião, foram também sugerida a articulação entre o setor e as fontes de financiamento e ainda a criação de linhas de apoio à gestão de fundos.
