Os presidentes das Câmaras Municipais de Braga, Guimarães, Barcelos e Famalicão decidiram solicitar, junto da CCDR-Norte e do Eixo-Atlântico, dois estudos relativos à viabilidade económica do projeto e aos impactos económicos e sociais que o transporte traria para a região do Minho.
No comunicado divulgado pelo Município de Barcelos, é referido que os presidentes das autarquias vão apresentar esta ideia de investimento junto do Governo central, nomeadamente ao Ministro das Infraestruturas e ao Ministro da Coesão Territorial, uma vez que os governantes veem a medida como “um projeto estratégico para o desenvolvimento da região, realçando que permitiria retirar pressão automobilística sobre as vias nacionais que ligam as quatro cidades”.
Além disso, a criação de um metro de superfície “contribuiria para as metas da descarbonização; teria sustentabilidade ambiental; promoveria a coesão territorial, o desenvolvimento económico e a mobilidade de pessoas, nomeadamente estudantes que frequentam os estabelecimentos de Ensino Superior de cada uma das cidades do Quadrilátero”, pode ler-se no documento.
“Por outro lado, sustentam que os diversos governos do país, independentemente da sua composição partidária, não têm feito o investimento necessário, longe disso, nesta que é a terceira maior comunidade do país, onde residem mais de 700 mil pessoas. Assim, entendem que está na hora de o Estado Central corrigir esta discriminação negativa e tratar a região minhota como o tem feito nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto”, refere o comunicado.
No mesmo evento, a descentralização de competências também foi tema de discussão. Apesar de nenhum dos autarcas contestar a importância da política de descentralização, todos defendem que “o assunto tem de ser analisado de uma forma séria e discutido analisando setor a setor, em plena concertação entre Estado Central e Municípios”, rejeitando por isso, “uma descentralização assente numa delegação de competências imposta na vertical, sem as devidas e justas compensações financeiras, penalizando as Câmaras Municipais e, por conseguinte, as suas populações, já que o dinheiro que vai ser gasto para a recuperação e manutenção dos edifícios escolares e dos centros de saúde vai impedir que seja canalizado para outras prioridades municipais”, conclui o comunicado.
