A Câmara Municipal de Faro e o Ministério das Finanças estão a terminar o acordo que coloca o edifício da Alfândega sob gestão da autarquia farense.
Segundo Paulo Santos, vice-presidente da Câmara de Faro, o objetivo da transferência é criar “um espaço multicultural de diálogo e de encontro da cultura gastronómica”, acrescentando que na região “já há vários projetos a acontecer em Faro neste momento que são um exemplo de gastrodiplomacia”, nomeadamente através da iniciativa Cataplanas do Mundo, através da qual a autarquia desafiou cozinheiros e cozinheiras de Cabo Verde, da Roménia, da China e de outros países “a colocar os seus ingredientes, os seus sabores, os seus paladares num recipiente que é algarvio”, explicou em declarações ao jornal Sul Informação.
De acordo com a mesma fonte, o edifício, que até agora esteve ocupado pela Autoridade Tributária, poderá “fazer cruzamentos com a gastronomia de outros locais, a partir da nossa cultura gastronómica, dos nossos sabores e dos nossos produtos”, sendo para isso necessário que a infraestrutura fique sob gestão do município.
“Chegámos à reta final dessa negociação, estamos já numa fase de final de processo. O edifício vai passar para nós e a Autoridade Tributária vai para um novo local. Estamos neste processo de permuta de um terreno nosso pelo edifício, com as avaliações e compensações necessárias”, explicou Paulo Santos.
No entanto, segundo o vice-presidente da Câmara de Faro, o espaço “só poderá ser utilizado por nós depois do novo edifício para a Autoridade Tributária estar construído”, acrescentando que “este é um passo importante para afirmar este edifício como um espaço de gastrodiplomacia ou embaixada gastronómica, como lhe queira chamar. Trocando por miúdos, queremos que seja um espaço de cruzamento de culturas através da gastronomia”, concluiu.
