A Ageless Portugal indica, através de um comunicado citado pelo Notícias Saúde, que “51,4% dos portugueses inquiridos, entre os quais 73,5% ainda no ativo, acha que em 2040 já não existirão recursos financeiros para garantir a pensão de velhice (reforma)”.
Além disso, “66,1% refere que ainda se encontra a trabalhar por não ter a idade legal para se reformar” e outros “54,6% admite que não o faz para não sofrer cortes nesta pensão”.
Segundo a mesma fonte, apenas 13,2% mantêm-se ativos “para se sentirem ocupados/produtivos” ou porque “têm gosto pelo trabalho que desempenham”.
A Ageless Portugal refere que, no setor do consumo, “um quarto dos inquiridos revela que não existe diversidade na oferta de produtos e serviços adaptados às suas necessidades”, acrescentando ainda que “51,2% destes afirmam que não existem produtos/serviços focados para a sua faixa etária, sendo semelhantes aos dos mais novos, enquanto que 29,3% admite que os produtos não se adequam às preferências da sua idade”. Já 20,7% estão mesmo convictos de que as marcas estão orientadas para os mais jovens e que simplesmente “não lhes interessa” este segmento.
Supermercados (38,4%), saúde (20,1%), alimentar (17,7%) e roupa e acessórios (14%) são os setores mais penalizados pelos inquiridos no que diz respeito à não existência de produtos focados para a sua idade.
Relativamente à pandemia, o mesmo estudo revelou que “63,5% considera também que foram as pessoas com 65 ou mais anos os mais afetados com a pandemia vivida nos últimos 2 anos”. No ramo da comunicação, 41,2% assumem que utilizam diariamente alguma rede social e 24,5% dizem que o fazem pelo menos entre 2 a 3 vezes por semana, sendo que, nesta variável, o Facebook é a rede social de preferência dos inquiridos (76,6%), seguindo-se o Instagram, com 21,8%.
Este estudo divulgado pela Ageless Portugal foi realizado pela Multidados, entre 21 de janeiro e 14 de fevereiro, junto de uma amostra composta por 657 pessoas.
