O presidente da Câmara Municipal da Mealhada reagiu à aprovação de uma verba de 300 mil euros, no âmbito do Fundo Ambiental, para a conservação da Mata do Bussaco. Segundo o autarca, apesar de se tratar de apoio importante, continua a ser insuficiente.
“Fico extremamente contente e acho que todos nós devemos ficar, no sentido de que mostra que a administração central se preocupa e reconhece o valor que tem a Mata Nacional do Bussaco”, que “não é só um património florestal, mas também um património cultural, um património construído e, por isso, precisa que todos nós, contribuintes, possamos também ajudar ao desenvolvimento e à manutenção daquele espaço”, disse António Jorge Franco, em declarações à Lusa.
A verba de 300 mil euros, que será canalizada para a Fundação Mata do Bussaco, em 2022, corresponde a um aumento de 50 mil euros face ao ano anterior.
Nesse sentido, fará com que “a Fundação tenha mais capacidade para desenvolver o seu trabalho de recuperação e manutenção da Mata Nacional”, garante o autarca, que já foi presidente do conselho de administração da Fundação Mata do Bussaco.
Contudo, o apoio “nunca é suficiente”, lamenta. “Falo à vontade porque já estive na Fundação, e todo o dinheiro que é enviado, através de candidaturas, é bem empregue. Dá para pouco, mas é importante também que a Fundação não esteja só a contar com as verbas que vêm de fora”, continua.
Por esse motivo defende “um modelo de conseguir captar investimentos também de privados, que tragam mais visitação”, de modo a tornar o projeto “autossustentável”.
“Tem de ter um modelo de gestão de fazer com que tenha receita própria, receita dos visitantes, receita da venda de produtos que a Mata tem, receita do aluguer de espaços. Tem que ter atividades para captar o investimento privado”, e “tudo isso é que é um trabalho que a Fundação tem que fazer e que eu acredito que faça, porque o Bussaco tem muitas potencialidades”, defende António Jorge Franco.
Quanto à verba disponibilizada pelo Ministério do Ambiente, através do Fundo Ambiental, será utilizada para “a implementação de medidas concretas que contribuam para a conservação dos ecossistemas presentes no Bussaco e melhoria do estado de conservação do património natural da Mata Nacional do Bussaco”.
“Ecossistemas equilibrados protegem-nos contra catástrofes imprevistas e, se utilizados de forma sustentável, oferecem muitas das melhores soluções para responder a desafios urgentes”, conclui o presidente da Câmara da Mealhada.
Foto: Vítor Oliveira
