A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) refere, em comunicado” que o “aumento exponencial” da energia exige “ações concretas e estruturadas ao nível governamental, que não passem por mera maquilhagem político-económica”, defende.
No documento, a entidade afirma que “o país precisa de uma reforma fiscal séria e ponderada. As empresas não pedem a diminuição dos impostos sobre os lucros, pedem uma diminuição dos impostos sobre os fatores produtivos, os recursos necessários para que o sistema produtivo funcione e seja eficiente”, referindo ser também necessário um alívio da carga fiscal sobre os recursos humanos, uma vez que “os impostos sobre o trabalho em Portugal tornam a tarefa de elevar o nível de remunerações hercúlea.
Vale a pena realçar que no setor da energia, a EDP Comercial anunciou hoje que vai aumentar o preço da eletricidade aos clientes domésticos em 3%, após ter aumentado as tarifas da eletricidade em 2,4% no início do ano.
Segundo o comunicado enviado à Lusa, “o atual contexto internacional intensificou esta instabilidade e provocou uma subida no preço de aquisição de eletricidade, que é atualmente cerca de três vezes superior ao que foi registado no último trimestre do ano passado”, explicou a EDP.
O fenómeno também ocorre na Galp que, esta semana, anunciou que o aumento das tarifas para clientes domésticos a partir de 15 de abril, com aumentos mensais de até três euros no gás natural, e entre um e dois euros na eletricidade. À Lusa, a empresa esclareceu que “para os principais escalões de gás natural os aumentos mensais variam entre os 1,6 e os três euros, e para as principais potências contratadas no caso da eletricidade entre um a dois euros”.
Com o conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia, os preços da eletricidade e de gás natural dispararam, tendo alcançado valores dez vezes superiores aos que foram registados no início de 2021.
