EMPRESAS DO MINHO ALERTAM PARA “GRAVE CERCO ENERGÉTICO”
A Associação Empresarial do Minho afirma que o “aumento exponencial” dos preços da energia e dos combustíveis está a pôr em causa o sistema produtivo nacional.
Maria João Silva
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18 de Março 2022, 19:00
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A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) refere, em comunicado” que o “aumento exponencial” da energia exige “ações concretas e estruturadas ao nível governamental, que não passem por mera maquilhagem político-económica”, defende. 

No documento, a entidade afirma que “o país precisa de uma reforma fiscal séria e ponderada. As empresas não pedem a diminuição dos impostos sobre os lucros, pedem uma diminuição dos impostos sobre os fatores produtivos, os recursos necessários para que o sistema produtivo funcione e seja eficiente”, referindo ser também necessário um alívio da carga fiscal sobre os recursos humanos, uma vez que “os impostos sobre o trabalho em Portugal tornam a tarefa de elevar o nível de remunerações hercúlea. 

Vale a pena realçar que no setor da energia, a EDP Comercial anunciou hoje que vai aumentar o preço da eletricidade aos clientes domésticos em 3%, após ter aumentado as tarifas da eletricidade em 2,4% no início do ano.  

Segundo o comunicado enviado à Lusa, “o atual contexto internacional intensificou esta instabilidade e provocou uma subida no preço de aquisição de eletricidade, que é atualmente cerca de três vezes superior ao que foi registado no último trimestre do ano passado”, explicou a EDP. 

O fenómeno também ocorre na Galp que, esta semana, anunciou que o aumento das tarifas para clientes domésticos a partir de 15 de abril, com aumentos mensais de até três euros no gás natural, e entre um e dois euros na eletricidade. À Lusa, a empresa esclareceu que “para os principais escalões de gás natural os aumentos mensais variam entre os 1,6 e os três euros, e para as principais potências contratadas no caso da eletricidade entre um a dois euros”. 

Com o conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia, os preços da eletricidade e de gás natural dispararam, tendo alcançado valores dez vezes superiores aos que foram registados  no início de 2021. 

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