Durante a cerimónia de ontem para a transferência de competências para a gestão, valorização e conservação de equipamentos culturais de sete municípios portugueses, as ministras da Cultura e da Modernização do Estado e da Administração Pública destacaram a importância do processo de descentralização.
“Hoje é o terceiro momento de descentralização na área da cultura. Já celebrámos um momento em Idanha-a-Nova, um em Abrantes e, agora, aqui em Castelo Branco. Procuramos, durante estes anos, fazer este trabalho muito de perto com a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, os autarcas e todas as Câmaras envolvidas”, começou por dizer Graça Fonseca, ministra da Cultura, citada pelo Notícias do Centro.
Segundo a mesma, graças à transferência de competências será possível uma “gestão mais eficaz, mas, acima de tudo,” traduzir-se-á numa “forma de aproximar o património das pessoas”.
“Acima de tudo sei que os autarcas são muito melhores a gerir o património cultural do que alguém sentado na Ajuda [em Lisboa],” acrescentou.
Já Alexandra Leitão, com a pasta da Modernização do Estado e da Administração Pública, afirmou que “um euro gasto nos autarcas é mais eficaz e eficiente, e a proximidade é um valor em si mesma”.
“Este é um momento importante. É mais um, neste já longo processo de descentralização. O momento que se avizinha não significa que o processo tenha acabado,” concluiu a ministra.
