A nova linha de apoio, disponibilizada pelo Serviço Regional de Saúde da Madeira (Sesaram), vai estar disponível “todos os dias entre as 09h00 e as 21h00” através do contacto telefónico 969 320 140.
Segundo Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional dos Açores, a Madeira tem uma comunidade de “328 residentes permanentes ucranianos e 413 cidadãos russos”, acrescentando que nos últimos dias, o executivo madeirense tem apoiado o regresso de 189 turistas ucranianos e 220 russos aos respetivos países.
De acordo com o Executivo regional, cerca de 80 destes turistas ucranianos já deixaram a Madeira com ligações que passam pela Lituânia, mas os turistas russos, que tinham o regresso previsto para ontem (27/02), não conseguiram regressar ao país de origem, uma vez que o voo de repatriamento não se concretizou.
Segundo o secretário do Turismo da Madeira, a falta de resposta e apoio da embaixada da Rússia a estes cidadãos está a dificultar uma resposta alternativa para esta situação, ao contrário do que acontece com os cidadãos ucranianos.
A iniciativa verifica-se também em Ourém que, através do contacto 917 260 648, está a apoiar cidadãos ucranianos “seja a nível psicológico, social ou de alojamento de familiares que queiram vir para o nosso país ou concelho”, explicou a autarquia.
Segundo Luís Miguel Albuquerque, Presidente da Câmara de Ourém, “a integração da comunidade ucraniana tem sido realizada de modo exemplar”, uma vez que, em 2020, cerca de 460 cidadãos ucranianos escolheram o concelho de Ourém como local de residência.
Neste sentido, e tendo em vista o acolhimento de refugiados da Ucrânia, a Associação Empresarial do distrito de Santarém – Nersant já se disponibilizou junto do Governo de Portugal está a “desenvolver contactos e démarches para acolher e colocar nas empresas da região” os migrantes recém-chegados a Portugal, uma vez que o país “carece de mão-de-obra, em especial qualificada, e que muitos destes cidadãos são portadores do conhecimento e do saber fazer”, explicou a entidade, acrescentando que a falta de recursos humanos afeta o desenvolvimento da economia portuguesa.
