AÇORES QUEREM SER A PORTA DE ENTRADA PARA ATIVIDADES ESPACIAIS
O Governo dos Açores quer reforçar a participação da Região em atividades aeroespaciais, diz a anteproposta da estratégia disponível para consulta pública.
Maria João Silva
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28 de Fevereiro 2022, 13:08
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A Estratégia dos Açores para o Espaço (EAE), consultada pela Lusa, vê a Região Autónoma “como local único para ligar ambos os lados do Atlântico na exploração de atividades relacionadas com o Espaço e o setor aeroespacial”, refere o documento que estará em debate público até ao dia 24 de março. 

Para reforçar a participação dos Açores em atividades aeroespaciais,  o Executivo Regional  pretende criar um Gabinete Técnico dos Açores para o Espaço que agilize e crie “benefícios fiscais atrativos, incentivos estimulantes e resposta rápida ao investimento” e apoie “a forte dinâmica do mercado espacial internacional requer informação organizada, tempo de reação rápida, benefícios fiscais atrativos, incentivos estimulantes e resposta rápida ao investimento”, refere. 

Assim, o novo gabinete deverá, além de ser uma “entidade exclusivamente dedicada à gestão das atividades espaciais e aeroespaciais na Região”, “servir enquanto departamento ‘One Stop Shop’ para o licenciamento, incentivos e aspetos regulamentares da criação de tais atividades na Região”, apoiando “todos aqueles que procuram estabelecer ou desenvolver atividades aeroespaciais nos Açores”. 

Além da criação do Gabinete Técnico dos Açores para o Espaço, o Governo Regional pretende desenvolver um Conselho para a Liderança Espacial (CLE) para “aconselhar o Governo dos Açores na implementação da EAE e do seu futuro Programa de Implementação e monitorizar os seus impactos”, pode ler-se na Estratégia dos Açores para o Espaço. 

Segundo o Governo Regional, a “singularidade do arquipélago”, nomeadamente pela sua localizalização, pelo “clima temperado e fácil acesso ao mar profundo”, juntamente com a “baixa poluição radioelétrica e luminosa, afastamento de rotas marítimas e aéreas densamente frequentadas” fazem com que os Açores se destaquem no âmbito aeroespacial. 

Para a EAE, a investigação, o desenvolvimento e a inovação sobre temas espaciais e aeroespaciais “são uma das prioridades”, uma vez que permite “a capacitação, atração e fixação de recursos humanos e a sustentação do desenvolvimento económico e industrial da Região”. 

De acordo com o documento, “a ilha Graciosa foi pré-selecionada para a instalação de um novo sensor ótico e a ilha de Santa Maria receberá a breve trecho um novo equipamento da norte-americana ‘Leo Labs’ para fins semelhantes”, conclui. 

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