Desde a madrugada desta quinta-feira (24/02) que a Rússia está a colocar em marcha um plano de invasão sobre a Ucrânia.
Ainda não é claro desde quando Vladimir Putin planeava um ataque em larga escala sobre um Estado soberano, mas as movimentações das tropas russas, nas últimas semanas, junto à fronteira com a Ucrânia previam que algo estava para acontecer. Os EUA tinham avisado das intenções da Rússia, embora Putin tenha sempre declarado se tratarem de “exercícios militares”, juntamente com a Bielorrússia, país vizinho e parceiro do Kremlin, deixando em aberto a via diplomática.
Na madrugada de 24 de fevereiro, horas depois do discurso do Presidente da Ucrânia – que falou em ucraniano e em russo – apelando diretamente ao povo da Rússia que tudo fizesse para impedir os atos de Vladimir Putin, fechava-se a via diplomática. A Rússia invade a Ucrânia.
Ukrainian President Volodymyr Zelensky recorded an emotional video appeal early Thursday, pleading with the Russian people to stop their leadership from sending troops across the border and into his country. https://t.co/6rULwDeAO0
— The Washington Post (@washingtonpost) February 24, 2022
A reação, por parte da Comissão Europeia, surgiu esta manhã: “Mais uma vez, no centro da Europa, mulheres, homens e crianças inocentes morrem ou temem pelas suas vidas. Condenamos este ataque bárbaro e os argumentos cínicos para o justificar”, disse a Presidente da União Europeia, a partir de Bruxelas, em reação aos acontecimentos desta madrugada.
“A União Europeia e o seu povo apoiam a Ucrânia e o seu povo”, disse von der Leyen desde Bruxelas. “Estamos perante um ato de agressão sem precedentes por parte dos dirigentes russos contra um país soberano e independente. O alvo da Rússia não é apenas Donbass, o alvo não é apenas a Ucrânia, o alvo é a estabilidade na Europa e toda a ordem de paz internacional. E vamos responsabilizar o Presidente Putin por isso”, avisou a Presidente da União Europeia.
“Esta é a hora mais negra para a Europa desde a segunda guerra mundial”, afirmou Josep Borrell Fontelles, Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança. “Uma nação com poder nuclear atacou outra nação vizinha ameaçando todos os outros países que forem em seu auxilio, não é apenas uma violação da lei internacional mas a violação dos princípios básicos da coexistência humana. Está a custar muitas vidas com consequências desconhecidas sobre o que aí vem”, alertou Fontelles.
“A União Europeia vai responder dentro do que for possível. Como Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança estarei em contacto permanente com os nossos parceiros mundiais para assegurar que a comunidade internacional pressione a Rússia a parar imediatamente com as agressões, intoleráveis. Isto não se trata de blocos (Ocidente contra Oriente) nem jogos diplomáticos, é uma matéria de vida e morte, é sobre o futuro da comunidade global.
We call on Russia to immediately stop the violence and to withdraw its troops from Ukraine's territory.
In these dark hours, the European Union stands together with Ukraine and its people.
Read full President @vonderleyen's speech → https://t.co/v8RIHNi8nJ
— European Commission 🇪🇺 (@EU_Commission) February 24, 2022
Tentámos todos os meios diplomáticos, mas a Rússia preferiu a guerra de forma premeditada e unilateral. Estaremos unidos entre todos os parceiros, transatlânticos e europeus. Dizemos não à violência, não aos jogos de guerra. Estamos com o povo da Ucrânia”, afirmou Fontelles esta manhã na companhia de Ursula von der Leyen.
