Segundo o Banco de Portugal (BdP), a dívida do setor público aumentou 2,7 mil milhões de euros para 341,1 mil milhões de euros, enquanto o endividamento do setor privado aumentou 14,2 mil milhões de euros para 424 mil milhões de euros. De acordo com a mesma entidade, o aumento da dívida pública “resultou, sobretudo, no crescimento do endividamento perante o setor financeiro e as próprias administrações públicas (11,5 e 3,4 mil milhões de euros, respetivamente)”.
A dívida do setor privado, por sua vez, “traduziu-se, principalmente, no financiamento obtido junto do exterior (7,1 mil milhões de euros)”. Contudo, disse que também “aumentou o endividamento perante o setor financeiro e perante as próprias empresas privadas (1,2 mil milhões de euros, em ambos os casos)”, explica o BdP.
No que diz respeito aos rácios da dívida o face ao Produto Interno Bruto (PIB), a mesma entidade refere que, com o aumento do PIB, houve uma “evolução dos indicadores do endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) em percentagem do PIB é contrária à observada para os valores nominais”. Em 2021, as dívidas do setor não financeiro representam 363,3% do Produto Interno Bruto, valor 12,1% mais baixo que em 2020, já o setor público passou de 170,6% para 162,8% do PIB. No setor privado, a variável baixou de 204,8% para 200,5% do PIB.
As dívidas dos particulares aumentaram 3,6% entre o final de 2020 e o final de 2021, mais 1,1 pontos percentuais do que entre 2019 e 2020.
