Num comunicado enviado à imprensa, “as concelhias do Chega em Braga” pedem o afastamento do presidente da Distrital e deputado eleito, Filipe Melo, após ter sido divulgado que o militante integra a lista pública de execuções por ter dívidas superiores a 80 mil euros.
O “comunicado conjunto” não especifica quais as concelhias que o subscrevem, mas refere que: “As concelhias do Partido em Braga decidiram emitir um comunicado conjunto para esclarecer os militantes e simpatizantes”, pode ler-se na nota.
O presidente da Distrital afirma que Braga tem 14 concelhias e que o comunicado representará, apenas, “as mesmas concelhias que já tinham vindo a fazer comunicados anteriormente e que têm uma posição antagónica à distrital”, explicou Filipe Melo em declarações ao jornal O Minho, acrescentando que já houve presidentes de Concelhias, após o comunicado ser tornado público, a ligar-lhe, demarcando-se do documento que, na sua perspetiva, “carece de veracidade e de muita informação”.
No documento enviado às redações pelas concelhias é também mencionado que “a vice-presidente Eugénia Santos [e ex-candidata à Câmara de Braga], o secretário José Osório e o tesoureiro Filipe Araújo estão solidários” com a causa defendida pelas entidades, podendo também ler-se que “sendo o Chega um Partido antissistema tem como uma das suas bandeiras o combate aos bandidos e corruptos, (…) não concordarmos com a entrada de Filipe Melo no grupo parlamentar do partido, pois este não representa de todo os princípios e valores pelos quais aderimos a este partido”.
O comunicado solicita a intervenção de André Ventura, presidente do partido, e que este tome uma decisão “que vá ao encontro daquilo que defende desde o dia 9 de abril de 2019 [data de fundação do partido]”. “Esperemos que o Presidente André Ventura, utilize a capacidade que lhe foi conferida no Congresso em Viseu”, conclui.
