Cristina Pimentel suspendeu o seu mandato enquanto vereadora do pelouro dos Transportes, Ação Social e Proteção Civil para assumir a presidência do Conselho de Administração da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP).
A reformulação do executivo municipal contará com as entradas de Fernando Paulo, antigo vereador da Habitação e Catarina Santos Cunha, vereadora eleita pelo PS, que passou a independente em novembro, o que faz com que o movimento “Aqui Há Porto”, liderado por Rui Moreira, recupere a maioria absoluta que tinha perdido em setembro de 2021.
“A notícia mais importante é que o Porto volta a ter um Executivo municipal de maioria. Era uma questão de governabilidade da cidade, que fica assim reforçada com a entrada da vereadora independente que passa a fazer parte na nossa equipa com pelouro”, começou por afirmar o presidente da Câmara do Porto à imprensa.
O líder do Município realçou também a alteração no executivo municipal “não põe em causa o acordo que temos com o PSD, que tem corrido muito bem. [O acordo] tem sido cumprido por ambas as partes. Essa matéria não está em risco”.
Catarina Santos, que abandonou o grupo de vereadores socialistas, pelo qual foi eleita, e assumiu o estatuto de independente por divergências com Tiago Barbosa Ribeiro, afirmou, em declarações à Lusa, estar “feliz e honrada” com o convite feito pelo independente Rui Moreira para tutelador um pelouro no executivo. “Deixa-me muito satisfeita, foi por isto que me candidatei, pela minha cidade, pelo Porto”, referiu.
Sérgio Aires, vereador do Bloco de Esquerda, considera a mudança grave uma vez que “põe em causa, de alguma maneira, os resultados eleitorais”. Já a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, lamentou ter tomado conhecimento da mudança através da comunicação social”, sugerindo que as alterações no executivo demonstram que a autarquia tem “pouca confiança no acordo com o PSD”.
Já Tiago Barbosa Ribeiro, do PS, afirma que este processo “era algo esperado desde a desvinculação [da vereadora socialista] uns dias após as eleições sem nenhum fundamento. Todos percebemos o que se passou. São coisas que fazem parte da natureza humana, mas que não são matéria de análise política”, explicou o vereador.
Miguel Seabra, o líder da concelhia do PSD/Porto, com quem o executivo estabeleceu um acordo de governação, referiu à Lusa que a mudança “causa estranheza” e põe em causa o acordo entre o município e o Partido Social Democrata.
