PARLAMENTO PERDEU 7 DOS 10 DEPUTADOS MAIS INTERVENTIVOS
Apenas três dos deputados mais interventivos no Parlamento conseguiram a reeleição nas últimas legislativas. João Oliveira (PCP) liderava a tabela dos mais participativos.
Redação
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7 de Fevereiro 2022, 16:00
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Os 230 deputados eleitos no passado dia 30 de janeiro vão tomar posse na primeira sessão plenária da XV legislatura, prevista para a semana de 14 a 18 de fevereiro. Contudo, entre os que deixam a Assembleia da República (AR), por não terem conseguido a reeleição, estão alguns dos mais interventivos – do top 10 só restaram três.

Segundo um estudo do Interruptor, que analisou os 619 debates parlamentares das XIII e XIV legislaturas (2015-2021), o deputado mais interventivo foi João Oliveira, o líder parlamentar do PCP realizou um total de 3 691 participações em debates das últimas duas legislaturas, mas não conseguiu a reeleição pelo círculo de Évora.

Também os deputados do CDS-PP, Cecília Meireles, João Pinho de Almeida, Telmo Correia e Nuno Magalhães, em segundo, quarto, quinto e sexto lugar dos mais interventivos, respetivamente, não garantiram o seu assento parlamentar nas últimas eleições, nem nenhum dos candidatos do partido.

Por último, em nono e décimo lugar, estão dois deputados do Partido Ecologista “Os Verdes”, Heloísa Apolónia e José Luís Ferreira, que também não vão regressar à AR este mês.

Assim, da lista dos mais participativos só continuarão no Parlamento o deputado Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, em segundo lugar do ranking com 2 002 intervenções, Bruno Dias do PCP (sétimo lugar com 1 596 participações) e André Ventura, líder do Chega, que ficou em oitavo lugar, com 1 487.

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