AMBIENTE: PORTUGAL É DOS PAÍSES EUROPEUS MAIS AFETADOS
Portugal é um dos países europeus mais afetados pelos eventos climáticos extremos que marcaram as últimas quatro décadas.
Redação
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4 de Fevereiro 2022, 13:30
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A Agência Europeia do Ambiente (AEA) revelou que os eventos climáticos extremos provocaram, nos últimos 40 anos, mais de 142 mil vidas e quase custos de 510 mil milhões de euros (ME) em toda a Europa. Os eventos meteorológicos, como tempestades, hidrológicos, como inundações, ou climatológicos, ondas de calor, frio e secas. 

No estudo divulgado pela AEA,  numa lista de 32 países europeus analisados, Portugal ocupa o 5º lugar em termos de mortes prematuras ao ter registado 9267 perdas humanas durante os últimos 40 anos. Além disso, a nível financeiro, os eventos climáticos extremos custaram ao país cerca de 13 461 mil milhões de euros, colocando Portugal em 7.º lugar em perdas económicas. 

A associação ambientalista Zero, em comunicado, alertou para o impacto destes dos fenómenos climáticos no país e na economia nacional. “Estes dados demonstram que Portugal é um dos países mais afetados pelos prejuízos associados aos eventos meteorológicos extremos associados às alterações climáticas ou mesmo à alteração do clima já em curso”, pode ler-se no documento. 

Além disso, a mesma entidade refere que, entre 1980 e 2020, Portugal foi dos países com menor cobertura de danos por seguros de eventos meteorológicos extremos (inferior a 5% do valor dos danos); Teve custos significativos – 1.000 a 1.500 euros por pessoa nos 40 anos em causa (em média 25 a 37,50 euros por ano); Está entre os países com valores mais elevados em termos de prejuízos por quilómetro quadrado (100 mil a 200 mil euros de perdas económicas por quilómetro quadrado) e, é dos países com maior percentagem de impacte económico das alterações climáticas no que diz respeito a eventos meteorológicos extremos no produto interno bruto – 1,5 a 2,5 por cento entre 2005 e 2014. 

Em resposta a estas questões, a Zero afirma que é necessário acelerar a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, promover a adesão dos municípios ao Pacto dos Autarcas e às metas de mitigação climática, adaptação e pobreza energética para 2050, apelar à adesão a seguros que contemplem eventos meteorológicos extremos, e desenvolver planos regionais de adaptação até 2024, com compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa. 

 

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