O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, João Paulo Sousa, está preocupado com os resultados da seca no município, particularmente com o impacto para as finanças locais da falta de água na barragem do Catapereiro.
A barragem da Catapereiro é gerida pela empresa público-privada Ribeira da Teja e está depende da queda de chuva para a produção de energia. Segundo o autarca, “em 2021, a barragem produziu cerca de 1,5 milhões de euros [brutos] de eletricidade que foi comercializada com a EDP. Este ano, e devido ao baixo caudal do empreendimento hidroelétrico, e se não chover nos próximos tempos, deixaremos de encaixar pelo menos este montante durante o ano de 2022,” alerta.
Ou seja, apenas “se chover em pouco mais de uma semana” é que a barragem terá “caudal suficiente para a produção de eletricidade”. “Contudo, se não chover em fevereiro ou março, a situação torna-se mais complicada. Este ano como não choveu até agora estamos com alguma dificuldade na produção de energia”, continuou João Paulo Sousa.
“A estimativa que fazemos é sempre em relação à produção de energia elétrica do ano anterior e temos que jogar sempre com estes dados. Agora, temos de esperar por março ou abril para ver se chove em quantidade suficiente para repor os caudais da barragem do Catapereiro. O que é certo é que no mês de janeiro já deveríamos estar a faturar bastante e isso não aconteceu, pelo motivo, óbvio, da falta de precipitação. Não estamos a faturar rigorosamente nada”, concluiu.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), 54% do território nacional está em seca moderada, 34% em seca severa e 11% em seca extrema.
Foto: Vítor Oliveira
