O projeto independente das Caldas da Rainha constata, através de um comunicado, que a necessidade de construção de um novo hospital para a região do Oeste “ainda não está na agenda política nacional”, uma vez que nenhum dos partidos políticos na corrida às eleições Legislativas “se refere a essa medida em concreto nos seus programas eleitorais”, pode ler-se no documento divulgado nas redes sociais.
Segundo a mesma fonte, a pandemia e o consequente aumento da afluência ao Hospital das Caldas da Rainha, “vieram pôr ainda mais a nu as carências há muito existentes” e a “falta de capacidade de resposta do Serviço de Urgência”, onde permanecem, em média, “35 a 40 doentes em maca, chegando a haver dias em que se ultrapassa os 50”, revelou o movimento.
De acordo com o “Vamos Mudar” a capacidade de internamento do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) é de 330 camas, o que representa um rácio de 1,1 camas por cada 100 mil habitantes, valor consideravelmente mais baixo do que os hospitais de Leiria (1,6) e o de Loures (1,5).
Além destes entraves, a infraestrutura apresenta “dificuldades estruturais e o deficiente modelo organizativo atualmente existente a nível hospitalar no Oeste”, às quais se juntam “a falta de resposta nos cuidados de saúde primários”, explicou.
Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Peniche, do distrito de Leiria, e de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, do distrito de Lisboa são os concelhos que fazem parte da região do Oeste.
