COIMBRA APROVA ORÇAMENTO "CONDICIONADO" PARA 2022
De acordo com a autarquia, o documento já inclui “compromissos assumidos pelo atual Executivo”, mas, em 2023, será adotado um “Orçamento de base zero em alguns sectores”.
Redação
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18 de Janeiro 2022, 15:56
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A Câmara Municipal de Coimbra aprovou esta segunda-feira (17/01) o Orçamento para 2022 e Grandes Opções do Plano, no valor de 167,8 milhões de euros, com os votos favoráveis da Coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS/NC/PPM/ALIANÇA/RIR/VOLT), e com a abstenção dos vereadores do PS e da CDU.

Apesar da autarquia admitir que o documento foi “condicionado por limitações orçamentais”, nomeadamente os “compromissos anteriormente assumidos, pelo processo de descentralização e pelos efeitos da COVID-19”, consideram que o primeiro orçamento depois da transição partidária na Câmara “já acomoda compromissos assumidos pelo atual Executivo, como por exemplo o reforço de cerca de um milhão de euros da candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027”, representando um acréscimo de cinco milhões de euros relativamente ao orçamento inicial aprovado em 2021 e superior em 10,9 milhões de euros em relação ao orçamento final do último ano.

Já no próximo ano, “a autarquia vai testar a elaboração de um Orçamento de base zero em alguns sectores, o que implicará, por certo, reformas estruturantes no modo de gestão e atuação da Câmara Municipal,” anunciaram.

Segundo o vereador socialista, Carlos Cidade, o “orçamento para 2022 mantém recordes no volume de investimento, por força das opções do Executivo socialista” que determinou um “volume enorme” de investimento em 2021. “Estes dois anos 2021 e 2022 só são superados pelo período de construção do novo Estádio Municipal Cidade de Coimbra. Fica claramente demonstrado como a cidade estava em profunda alteração e vai manter essa alteração derivado de investimentos todos contratualizados pelo PS,” destacou.

As áreas com maior dotação são o Planeamento, a Reabilitação e a Requalificação Urbana, com 36,7 milhões de euros (34%), e a Solidariedade, a Inclusão e Humanismo, que dispõem de 22,8 milhões de euros (21%), e que incluem a Função Social do Transporte Público (12,4 milhões de euros) e a Descentralização e Apoio às Uniões e Juntas de Freguesia (9,3 milhões de euros).

Já a Educação, Desporto e Juventude terão um orçamento de 20,8 milhões de euros (19%) e para a Coesão Territorial e Desenvolvimento Socioeconómico estão previstos 17,6 milhões de euros (17%)

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