Um estudo do Institute for Global Health (ISGlobal) de Barcelona dedicou-se a analisar os efeitos da falta de espaços verdes para a saúde dos cidadãos em várias cidades da Europa. Guimarães e Coimbra foram distinguidas positivamente, ficando em 3º e 7º lugar, respetivamente, na lista de cidades com menos mortes causadas pela falta de espaços verdes.
No total, foram estudadas 866 cidades, e mais de 100 mil habitantes europeus, concluindo que cerca de 43 mil mortes anuais poderiam ser evitadas, caso os países seguissem as diretrizes da Organização Mundial de Saúde – pelo menos 0,5 hectares de área verde a uma distância linear de 300 metros de cada casa.
De acordo com o estudo, Elche e Telde, em Espanha, são as duas cidades europeias (com mais de 100 mil habitantes) com menos mortes causadas pela falta de espaços verdes e poluição atmosférica. Pelo contrário, as cidades italianas de Trieste e Torino, e Blackpool (Reino Unido) foram consideradas as piores na distribuição de espaços verdes nas áreas urbanas.
Entre as capitais europeias, Bruxelas (Bélgica) teve a pior pontuação, foi considera a 5ª cidade com mais mortes causadas pela falta de espaços verdes. Já Copenhaga, na Dinamarca, foi a 8º pior. Lisboa ficou em 301º, das 866 cidades, com 355 mortes que poderiam ser evitadas anualmente, e cerca de 72% da população sem acesso a 0,5 hectares de área verde a uma distância de 300 metros de cada casa.
Mark Nieuwenhuijsen, diretor de Planejamento Urbano, Meio Ambiente e Iniciativa de Saúde do ISGlobal, explicou que “algumas cidades que têm muitos espaços verdes não têm bons resultados” devido à distribuição das zonas verdes e desequilíbrio o espaço verde e o espaço habitacional, muitas vezes “os espaços verdes dessas cidades ficam na periferia, onde poucos moram”.
