O primeiro concurso para o desenvolvimento do metrobus em Gaia avançou em 2019. A primeira intervenção implicou um investimento de 3,8 milhões de euros e fez parte do plano de requalificação da Avenida Vasco da Gama (EN222).
Segundo a Câmara Municipal de Gaia, o objetivo do Metrobus passa por inserir corredores metrobus ao longo da avenida e cumprir “as intenções de redução das emissões de CO2 através da melhoria de condições para o transporte público e para a mobilidade suave”, acrescentando que o transporte “visa combinar a capacidade e a velocidade do metro com a flexibilidade, o baixo custo e a simplicidade de um sistema de linhas de autocarros. Opera numa faixa de rodagem exclusiva, para evitar o congestionamento do trânsito, e inclui estações, veículos e sistemas inteligentes de tráfego num sistema integrado e flexível”, pode ler-se no comunicado.
“Isto significa o arranque de um processo de melhoria da mobilidade e do transporte público em Vila Nova de Gaia. São percursos em via dedicada, ou seja, em faixa dedicada ao transporte público que será partilhada exclusivamente pelas bicicletas elétricas e veículos elétricos. Na prática são corredores ‘bus’ em solução pré-metro, ou seja, ligações entre pontos num modelo próximo de ‘shuttle'”, explica Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal.
No passado dia 18 de maio, o Metrobus de Gaia realizou o primeiro serviço experimental e ligou o Largo de Santo António à estação de metro de Santo Ovídio, com uma única paragem no Espaço Mais Grijó.
Em entrevista ao Euro Região, o Presidente da Câmara de Gaia, mencionou que o novo meio de transporte é uma solução “é muito flexível e ao mesmo tempo, muito mais barata que a solução metro-em-carril e vai permitir ter na zona um modelo de transporte público espetacular, quer para a zona industrial como para os moradores”, acrescentando que a obra deverá estar pronta “até final de 2022”, esclareceu Eduardo Vítor Rodrigues.
No Centro, o Metrobus levanta questões
No entanto, em Coimbra, o mesmo meio de transporte, aprovado pelo anterior governo, é visto como insuficiente, uma vez que, segundo o Presidente da Câmara de Coimbra, o Metrobus “devia considerar a reposição da paragem do Alto de São João, o aprofundamento da integração funcional ao longo de toda a linha, em particular na Praça 25 de abril e a articulação da paragem do ‘metrobus’ aos táxis, transportes urbanos e transportes rodoviários suburbanos” sendo também necessário, acrescentando que o repensar a funcionalidade, segurança e dignidade da paragem da Câmara e a “necessidade indiscutível de servir o pólo I da Universidade de Coimbra, que é um dos maiores polos de atração de viagens, à semelhança dos Hospitais”, afirmou.
Além disso, “o avanço da solução aprovada não poderá colocar em causa a viabilidade da passagem e paragem da alta velocidade em Coimbra B, que tem de fazer parte da autoestrada Lisboa-Porto, pelo que importa revisitar e consolidar o estudo prévio já aprovado em 2010 e objeto de parecer favorável”, concluiu.
Em Novembro, o EuroRegião ouviu o Movimento Cívico pela Estação Nova, um grupo de cidadãos descontentes com os planos para o Metrobus na cidade de Coimbra, que implicarão o encerramento da estação ferroviária no centro da cidade. O Movimento propõe um traçado alternativo, que permita conciliar o Metrobus e a ferrovia.
