GUARDA VAI TER O PRIMEIRO PORTO SECO DO PAÍS
O presidente da Câmara Municipal da Guarda considera que o novo porto será uma “alavanca para a economia local”.
Redação
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3 de Janeiro 2022, 19:00
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A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) vai construir na Guarda o primeiro porto seco do país, uma infraestrutura orçamentada em dois milhões de euros.

Um porto seco é um terminal intermodal afastado do mar, mas ligado a um porto marítimo por via férrea e rodoviária, que pretende funcionar como “hub” de armazenamento, de modo a diminuir o congestionamento das infraestruturas portuárias, reduzir os custos de armazenagem e de transporte, e acelerar o processo de logística e aduaneira.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, celebrou a notícia como “um primeiro passo para a afirmação e reafirmação da Guarda no futuro da logística não só regional, mas nacional, e até ibérica”, afirmou em declarações à Lusa.

“A partir de agora, com a criação do porto seco da Guarda e abrindo a gestão do terminal rodoferroviário à APDL, as empresas da Guarda, de toda a região, as empresas de transportes, os transitários, todos eles, podem a partir daqui fazer as suas operações de importação e de exportação de mercadorias e, desta forma, criarmos esta alavanca para a economia local, para fixar mais empresas e as empresas gerarem mais riqueza e, consequentemente, criarem mais postos de trabalho no nosso território,” continuou.

O autarca alertou ainda para a necessidade de implementar o porto seco para que fique “rapidamente apto para trabalhar com todos os portos do Centro e Norte do país para que a Guarda se afirme cada vez mais como o ‘hub’ logístico de Portugal e da Península Ibérica”, contudo, destacou a necessidade de escolher “o local certo” para a infraestrutura, “em estreita sintonia, em estreito diálogo, com as entidades responsáveis e com a população”, uma vez que “ninguém quer ver surgir uma plataforma térrea da altura do telhado das suas casas,” lembrou.

Nuno Araújo, presidente da APDL, revelou ao Logística e Transportes Hoje, que “a APDL já iniciou, também, a procura de outras localizações que sejam também elas favoráveis à construção de outros portos secos em regiões distintas”.

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