As empresas de recolha e tratamento de bagaço e azeite ficaram sem capacidade para absorver os resíduos dos lagares devido ao excesso de produção de azeitona que, este ano, já atingiu as 150 mil toneladas de azeite, explicou o proprietário da Casa Aragão, em declarações ao Jornal de Notícias.
“Acabamos de ser informados de que a empresa que nos recebe os bagaços, por se encontrar nos limites das suas capacidades, não receberá mais bagaços esta semana”, explicou Artur Aragão, afirmando que se trata de um problema que ultrapassa a empresa e do qual não tem responsabilidades.
O empresário e proprietário de um dos maiores lagares do distrito de Bragança recomenda que os produtores de azeitona atrasem o processo de fermentação, sugerindo também a recalendarização da apanha do fruto, ajustando a atividade à abertura dos lagares. “Pelo que sabemos todos os lagares de Trás-os-Montes estarão encerrados”, conclui Artur Aragão.
