O Presidente da República promulgou o diploma sobre o reconhecimento e proteção do barranquenho e da sua identidade cultural, aprovado por unanimidade na Assembleia da República, dia 26 de novembro, “sublinhando a importância do reconhecimento, pela Assembleia da República, da preservação e promoção das tradições e culturas locais, que enriquecem o nosso País”, anunciou no portal da Presidência.
O diploma aprovado prevê o reconhecimento do direito a cultivar e a promover o barranquenho e estabelece medidas de proteção, promoção e valorização. “O Estado Português reconhece o direito a cultivar e a promover o barranquenho, enquanto veículo de transmissão do património cultural imaterial, instrumento de comunicação e elemento de reforço de identidade da população de Barrancos”, pode ler-se no documento.
Assim, será permitido a aprendizagem do barranquenho nas escolas, e a emissão de documentos em barranquenho por instituições públicas localizadas ou sediadas no concelho de Barrancos (Beja). É igualmente “reconhecido o direito a apoio científico e educativo, tendo em vista, designadamente, a investigação académica, a promoção da constituição de centros de estudo e documentação, o desenvolvimento de uma convenção ortográfica e a formação de professores de barranquenho e da cultura local, em termos a regulamentar”, continua.
A Câmara de Barrancos já anunciou a intenção de criar o Centro de Interpretação e Conhecimento do Barranquenho para “assegurar o futuro” deste falar típico.
