NORTE TEVE MELHOR ANO DE SEMPRE NA EXECUÇÃO DE FUNDOS
Para o presidente da CCDR-Norte, os bons resultados devem manter-se para “suportar a reivindicação de maior autonomia”.
Redação
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21 de Dezembro 2021, 13:08
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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) anunciou esta segunda-feira (20/12) que o presente ano foi o melhor de sempre na execução dos fundos comunitários.

Segundo o presidente da CCDR-N, António M. Cunha, a taxa de execução estimada para 2021 é de 61%, um enorme aumento comparativamente com os 42% atingidos em 2020, e para 2022 o objetivo é ainda maior – realizar 80% do programa.

“Queremos em 2022 renovar a ambição desta performance, ultrapassando 80% da execução do programa. É uma meta muito ambiciosa que colocará uma grande exigência, sobretudo na cadeia de gestão e execução dos fundos do Norte2020,” admitiu António M. Cunha, anunciando também a criação de uma “bolsa de overbooking de projetos de investimento” para “assegurar que não se perde um euro de fundos a Norte”.

“Mais do que nunca, a máquina regional dos fundos comunitários precisa de funcionar como um relógio suíço. É importante também para suportar a nossa reivindicação de maior autonomia”.

Apesar dos bons resultados, o responsável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento criticou o presente modelo governativo que impõe “a diferentes regiões um Excel igual e, por vezes, inexplicavelmente complexo”, alertou, apelando a “um programa operacional regional financeiramente robusto, com apostas à medida das diferentes realidades territoriais do Norte e de um modelo de governação que consagre a autonomia de decisão que precisamos”.

“O Norte não é o Alentejo, tal como o Alto Tâmega não é a Área Metropolitana do Porto. Não pode haver um único filtro para ler o país ou a região. No entanto, um enraizado pensamento centralista continua asfixiantemente presente no modus operandi da administração, e a comprometer a aposta em opções, nomeadamente de planeamento, que a razão e os objetivos superior do bem-estar das nossas populações recomendariam”, argumentou.

A regionalização é “a única promessa da Constituição de abril não cumprida”.

Para António M. Cunha, agora “mais do que nunca a máquina regional dos fundos comunitários precisa de funcionar como se fosse um relógio suíço”, algo “muito importante” para “suportar a reivindicação de maior autonomia”.

O presidente da CCDR-N encerrou o discurso lembrando que a regionalização é “a única promessa da Constituição de abril não cumprida” e a relevância de concretizar este processo “num calendário que marcará ainda a implementação do Portugal 2030”.

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