LIVROS DA CÂMARA DO FUNCHAL SÃO CANDIDATOS A DISTINÇÃO DA UNESCO
A Madeira formalizou a candidatura dos Livros de Vereação do Funchal (1470-1835) ao programa Registo da Memória do Mundo. Os resultados vão ser divulgados em 2022.
Redação
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2 de Dezembro 2021, 19:30
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duardo Jesus, secretário regional do Turismo e Cultura da Madeira, revelou que o património da Câmara do Funchal é um “verdadeiro exemplo de uma memória global ou do mundo”, pode ler-se na nota de imprensa enviada à Lusa. 

A candidatura da região ao programa Registo da Memória do Mundo inclui 77 volumes e mais de 10 mil fólios manuscritos, datados entre 1470 e 1835, que testemunham a ação deliberativa da Câmara do Funchal. 

Para o governante, as obras são “um conjunto documental que ilustra processos históricos originais, novas instituições e desafios enfrentados pela primeira vez na Madeira durante os séculos XV e XVI, refletindo a importância do arquipélago e do Funchal, em particular nesta viragem para a modernidade”, acrescentando que “é um privilégio para a Madeira ser detentora de um património documental tão valioso e importante”, refere. 

A candidatura à UNESCO foi formalizada pela Secretaria Regional de Turismo e Cultura da Madeira, e contou com a colaboração de três investigadores e docentes universitários,  Francisco Bethencourt, professor da cátedra Charles Boxer de História no King`s College (Londres), Jason W. Moore, professor de Sociologia na Universidade de Binghamton (Nova Iorque), e Paulo Miguel Rodrigues, professor de História da Universidade da Madeira, que se disponibilizaram para apoiar a defesa da importância deste património documental junto da entidade internacional. 

De acordo com a candidatura, os documentos enviados à UNESCO são um marco da expansão portuguesa, uma vez que “a descoberta do Porto Santo e da Madeira, há pouco mais de seis séculos, abriu caminho para muitas outras descobertas e para o conhecimento do planeta como hoje o conhecemos”, explica. 

Na mesma nota de imprensa, o secretário regional do Turismo e Cultura da Madeira realça que “esta série, que se distingue pela sua longevidade e pelo seu valor informativo, é ainda um dos principais testemunhos da história do arquipélago desde o século XV”, conclui. 

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