CÂMARA DE ELVAS "APERTA O CINTO" PARA EVITAR AUMENTO DAS TAXAS MUNICIPAIS
Segundo o presidente da Câmara, a autarquia terá de reduzir a despesa em 30 a 35 por cento, algo que vai afetar várias áreas.
Redação
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29 de Novembro 2021, 12:55
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O orçamento da Câmara de Elvas (Portalegre) para 2022 será de apenas 24 milhões de euros, menos seis milhões do que o valor disponível para este ano. A redução orçamental foi aprovada em unanimidade pelo executivo municipal para não aumentar as taxas municipais. No entanto, o esforço orçamental vai obrigar a uma redução de despesa de 30 a 35 por cento.

José Rondão de Almeida, presidente da Câmara Municipal de Elvas, explicou à Rádio Elvas que “foi tomada uma decisão bastante importante que consiste na manutenção dos valores a aplicar nas taxas municipais, como é o caso, por exemplo, da derrama ou IMI”, ainda que não seja o suficiente para “cumprir o que disse na campanha, de baixar o valor cobrado” porque “devido à situação financeira da autarquia, não é possível fazer mexidas nos valores”, lamenta.

Segundo o mesmo, a autarquia vai procurar “aproveitar todos os programas existentes que possam dar financiamento”, como é o caso do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para “tentar avançar com as infraestruturas do Parque Empresarial de Elvas, que tem 150 hectares e que pretendemos aproveitar agora o PRR para podermos levar por diante”, e do acordo com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) que possibilitará “um forte investimento na área da reabilitação do parque predial, para tentar resolver os problemas da habitação no concelho”, revelou à Lusa.

Nesse sentido, continua, “este [orçamento] é de 24 milhões de euros com uma perspetiva de podermos chegar aos 30 milhões à mesma. É natural que depois, em termos de execução, seja igual [ao orçamento para este ano]”.

No que toca às contas do município, a despesa terá de baixar cerca de 30 a 35 por cento para manter o equilíbrio financeiro. Segundo o presidente, serão suspensas “um conjunto de obras” na ordem de “1,2 milhões de euros”, também “na área do pessoal estava prevista a colocação de mais de 30 pessoas, o que equivalia a um gasto na ordem de um milhão de euros” algo que já não se irá concretizar.

Além disso, a Câmara pretende “evitar outra despesa com a recolha dos lixos” que “aportava cerca de um milhão de euros por ano, durante sete anos”, e “uma redução muito substancial ao serviço extraordinário, ao abono para falhas, à atribuição de subsídios a entidades sem fins lucrativos”, e dos “encargos da frota automóvel”.

Apesar do esforço orçamental, José Rondão de Almeida promete “reforçar a ação social com a criação de 30 ou 40 camas para lares, construção de uma creche e construção de um centro social, num investimento de mais de três milhões de euros”, assegurou à Lusa.

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