A iniciativa criada pela autarquia de Viana do Castelo exige um processo de compra e reabilitação de um edifício com um investimento total de 500 mil euros. Carlota Borges, vereadora com os pelouros da Coesão Social, Habitação, Juventude e Serviços Urbanos, afirma que a Câmara Municipal “já está a tratar da aquisição do imóvel”, prevendo que “as obras de reabilitação sejam iniciadas no próximo ano”, revelou em declarações à Lusa.
“Já estamos a elaborar o projeto do futuro Centro de Alojamento de Emergência Social, que tem de responder a todos os requisitos estabelecidos pela Segurança Social. A previsão é que venha a acolher 20 pessoas”, explicou Carlota Borges.
Segundo a mesma fonte, Viana do Castelo tem 27 milhões de euros – verba maioritariamente dependente do município – para investir na Estratégia Local de Habitação (ELH). A verba deve ser utilizada na resposta habitacional condigna a 686 famílias,o que corresponde a cerca de 2.500 pessoas, até 2026.
Em janeiro, a autarquia criou uma unidade temporária de pernoita com sete vagas para pessoas em situação de sem-abrigo que, até agora, tem vindo a ser gerida pelo Gabinete de Atendimento à Família (GAF), um dos parceiros do projeto que envolve ainda a Segurança Social, Centro de Respostas Integradas (CRI), e o Serviço de Atendimento e Apoio Social (SAAS). Em declarações à Lusa, a coordenadora geral do GAF, Leandra Rodrigues, disse que a realidade da população a viver em situação de sem-abrigo “é muito mutável ao longo do ano”, mencionou.
“Se há períodos em que é mais fácil arranjar alojamento, há outros períodos em que é mais difícil e, por isso, muitas vezes as pessoas regressam à condição de sem-abrigo. Independentemente do número, com condições climatéricas adversas é uma preocupação maior para as entidades que intervêm nesta problemática”, concluiu.
