A iniciativa “Cabras Sapadoras” conta, em Boticas, com a participação de 10 pastores e 1.500 ovelhas e cabras numa área com cerca de 100 hectares. O projeto da Cooperativa Agrícola de Boticas (CAPOLIB) foi visitado por João Paulo Catarino, secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, tendo o governante mencionado que “as cabras foram durante muitos anos a forma de gerir combustíveis. É uma forma muito mais prática de controlar os matos”, revelou em declarações à agência Lusa.
Segundo o secretário de Estado, o programa criado pelo Governo está a apoiar 53 atividades semelhantes ao de Boticas, contando com 12 mil animais.
Já Albano Álvares, presidente da CAPOLIB, revelou que o projeto está “alicerçado nas novas tecnologias”, explicando que os rebanhos possuem um ‘kit’ de georreferenciação para seguir em permanência os trajetos dos animais e no terreno as cercas são alimentadas por energia solar.
Na visão de João Paulo Catarino, a CAPOLIB é “um ótimo exemplo de como se pode e deve aproveitar um conjunto de instrumentos financeiros que têm estado a ser disponibilizados direta ou indiretamente pelo Ministério do Ambiente”.
“Esta cooperativa tem praticamente à volta de cinco milhões de euros de investimento em curso. Estamos a falar de taxas de comparticipação entre os 85% e os 100% para projetos como as ‘Cabras Sapadoras’, faixas de gestão de combustível, arborizações e rearborizações e condomínios de aldeia, que é no fundo a transformação da ocupação do solo à volta dos aglomerados populacionais para ocupações agrícola para ajudar a defender as edificações dos incêndios florestais”, acrescentou.
O secretário de Estado revelou ainda que o projeto foi criado, através do apoio do REACT-EU pretende apoiar a reflorestação de áreas ardidas, arborizações de áreas baldias e instalações de pastagens melhoradas onde existirem rebanhos comunitários ou privados. “Estamos a ultimar um aviso que sairá nos próximos dias para 25 milhões de euros para intervenções apoiadas a 100% em áreas comunitárias e perímetros florestais”, concluiu.
