PORTO: REFORÇO DA VIDEOVIGILÂNCIA COM UM PRAZO MÁXIMO DE CINCO MESES
Rui Moreira afirmou que o concurso para a aquisição das novas câmaras de videovigilância deve ser lançado dentro de três e cinco meses.
Redação
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8 de Novembro 2021, 16:00
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Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, afirmou que o processo relativo ao novo sistema de vigilância já foi entregue a Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, e que o concurso para aquisição das primeiras 79 câmaras de videovigilância deverá ser lançado dentro de três a cinco meses. 

A instalação do sistema de videovigilância do Porto vai decorrer em três fases e, na fase final, deverá contar com um total de 200 câmaras, não contemplando a reutilização do equipamento instalado há dez anos na zona da Ribeira e que, entretanto, foi desativado pela autarquia. 

“Há vontade política do senhor ministro de autorizar essa primeira fase. Mal o comunique ao Porto, estaremos em condições de lançar o concurso para aquisição das câmaras”, referiu Rui Moreira, realçando que o processo, apesar de necessitar o parecer de diversas entidades, como a Comissão Nacional de Protecção de Dados, o processo pode ser agilizado, uma vez que outros municípios já solicitaram a instalação destes dispositivos. 

Os equipamentos de videovigilância serão distribuídos pelo centro histórico, zona ocidental e zona oriental da cidade invicta, mas o centro de controlo, a cargo da PSP, funcionará em instalações municipais junto ao Batalhão de Sapadores Bombeiros, na Constituição. 

A necessidade de aumentar a videovigilância foi motivada pela morte do jovem Paulo Correia, em consequência de um espancamento na Baixa da cidade, o que fez com que Miguel Camões, presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto, alertasse o município para a necessidade de reforço do policiamento no Porto. 

Na mesma conferência de imprensa, o presidente da Câmara e o comandante da Polícia Municipal, Leitão da Silva confirmaram a apreensão de 35 colunas de som portáteis durante as madrugadas dos últimos cinco fins-de-semana por perturbação no descanso dos moradores. 

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