Foi divulgado ontem (28/10) o Portugal Fintech Report 2021 sobre o ecossistema de start-ups tecnológicas e financeiras português. Segundo os resultados do anual relatório desenvolvido pela Associação Portugal Fintech, o top 30 de “startups fintech” conseguiu arrecadar mais de 437 milhões de euros em investimento.
Segundo o mesmo, estas start-ups “têm mais acessibilidade a investidores” e “Portugal está a tornar-se um país de eleição para expansão internacional de muitas destas empresas de inovação do setor financeiro”. Sendo que a ‘cibersegurança e tecnologia de regulamentação’, a ‘blockchain e criptomoeda’ e os ‘seguros’ as áreas mais atrativas ao investimento.
A Associação Portugal Fintech explica que o top 30 “é denominado pelos verticais ‘pagamentos e transferências’, ‘seguros’ e ‘crédito’ e 30% destas empresas foram estabelecidas” em 2019.
João Freire de Andrade, fundador da Portugal Fintech, considera, no comunicado que “o ecossistema ‘fintech’ português tem hoje um elevado grau de maturidade, que o coloca ao nível de outros ‘hubs’ mundiais”.
“Por um lado, o ‘report’ mostra como Portugal atrai novas ‘start-ups’ e empreendedores em diferentes verticais” e, por outro, “a própria maturidade das instituições maduras, mais interessadas e a trabalhar com ‘start-ups fintech’, mostrou como 2021 foi um ano de viragem na cooperação entre estes dois universos”, acrescenta na mesma nota.
O Portugal Fintech Report fornece informações “relevantes sobre talento, capital e investimento, e regulamentação no setor” e “inclui ainda entrevistas sobre o ecossistema da inovação financeira em Portugal com personalidades relevantes, como Hélder Rosalino, administrador do Banco de Portugal, José Miguel Almeida, administrador na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ou Manuel Caldeira Cabral, membro do board da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões”, pode ler-se no comunicado à imprensa.
